terça-feira, outubro 20, 2009

Pinto da Costa na Abertura Solene da USAF

O Professor Doutor José Pinto da Costa (irmão do presidente do FC Porto) proferirá uma palestra relacionada com as problemáticas actuais, no próximo dia 24, pelas 18h00, no salão João Paulo II, no Monte de Santa Quitéria.
No final da palestra, será servido na Quinta da Lixa um jantar a todos os convidados onde além de outros eventos culturais actuará a Tuna Académica da USAF.
Esta iniciativa, insere-se na abertura solene de mais um ano lectivo da Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras (USAF).

quarta-feira, setembro 30, 2009

ABERTURA DO ANO LECTIVO 2009/10

A USAF abre inscrições para novos alunos


A USAF- Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras abriu as inscrições para o ano escolar que terá inicio em breve.
As actividades da USAF destinam-se a todas as pessoas de maior idade principalmente aquelas que já terminaram a sua actividade profissional normal e que desejem continuar a ter uma certa actividade fisica, intelectual, cultural, social e cívica.
Para além das áreas temáticas, já desenvolvidas em anos anteriores, como as Artes Decorativas, História, Problemáticas do Mundo Contemporâneo, Novas Tecnologias, Psicologia/Filosofia, Literatura e Cultura Portuguesa, Direito/Economia, Inglês e Saúde, será implementada uma nova cadeira – Música – para responder às muitas solicitações que se têm registado.
A nova valência, Música, terá módulos de Teoria e Prática.
As inscrições decorrerão durante todo o actual mês de Outubro através dos telefones 255 922 729, 967 562 143 (João Silva) ou 966 521 904 (Lucinda Carvalho), ou na sede da USAF, na Rua de Dr. Basílio Ribeiro Leite de Vasconcelos, 309, 1º Direito, em Felgueiras.
Segundo informações que obtivemos do Dr. António Gaspar Martins, Director Pedagógico da USAF, “ a abertura do ano lectivo 2009/10, será no próximo dia 07 de Outubro e a abertura solene no dia 24 de Outubro no Salão João Paulo II, no Monte de Santa Quitéria, em Felgueiras, estando o seu programa a ser ultimado”.

terça-feira, setembro 08, 2009

ENTREVISTA

António Gaspar Martins

“Na USAF, o interesse está centrado no convívio contra a solidão, na novidade e criatividade contra a rotina estressante”

Licenciado em Filosofia, pela Universidade do Porto, foi professor do Ensino Secundário, tendo sido Presidente do Conselho Executivo da EB2,3 de Lagares entre 1996 e 2003.Para além de ser Presidente da Direcção do Conservatório de Música de Felgueiras, é Director Pedagógico da Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras desde Setembro de 2008.

Qual o balanço final que faz sobre a dinâmica pedagógica da USAF durante o ano lectivo 2008/2009?

Para falarmos em balanço, teríamos de falar em objectivos, em avaliações e em metodologias e, eventualmente, em factores adjuvantes e factores oponentes. Por ora, vamos deixar estes de lado. O balanço final é, com toda a evidência, muito positivo. Aponto apenas dois factos objectivos e abonatórios. Em 1º lugar, notou-se um significativo aumento de presenças e assiduidade nas actividades lectivas. Em 2º lugar, a actividade musical atraiu mais pessoas, tanto de dentro, como de fora da USAF. Deu-lhe mais visibilidade no exterior e mais entusiasmo no interior. É um alerta positivo para uma nova dinâmica pedagógica.

Foi um dos grandes impulsionadores da Tuna Académica da USAF, que se destacou na animação de muitas iniciativas. O que o levou a investir nesta área mais artística?

Esta ideia já não era nova. Nem foi original. Apenas senti que, por todos os motivos, fazia falta pô-la em prática. Para isso, apenas tentei conjugar alguns factores positivos, já existentes: boa motivação interna e boa aceitação por parte de alguns elementos imprescindíveis, sobretudo instrumentistas. É apenas o começo. E o projecto tem pernas para andar. Aliás, apresso-me a referir que faz sempre muita falta a componente prática. Já dizia Confúcio: « O que oiço, esqueço. O que vejo, recordo. O que pratico, compreendo ». A área musical é envolvente, estimulante e «alegrante».

Considera relevante implementar, no próximo ano lectivo, novas intervenções pedagógicas, convidando especialistas noutras áreas pedagógicas ou promovendo actividades complementares? (Se sim, pode referir as razões e adiantar quais?)

Considero que, numa Universidade Sénior, é fundamental trabalhar sempre para manter o equilíbrio do lema clássico: Mens Sana in Corpore Sano. É importante a ginástica mental, bem como a actividade física. A saúde física é factor condicionante do bem-estar psicológico e mental. Por outro lado, os alunos duma Universidade Sénior devem estar o mais possível em ligação com o seu meio e com o seu tempo. Uma escola nunca deve ser um Gheto de actividades fechadas ou secretas. Muito menos quando forem actividades de seniores. Numa Universidade Sénior, nós, professores, não temos a pretensão de ensinar muitas coisas. Mas estimular e provocar muitas curiosidades. Tenho pensado em algumas actividades complementares e tenho pensado em convidar alguns especialistas. Como nada há ainda de concreto, não quero adiantar mais nada.

Que novos apoios gostaria que a USAF recebesse para melhor desenvolver a sua actividade pedagógica?

Como ninguém ama o que não conhece, penso que é imprescindível apostar mais no conhecimento da USAF e suas actividades. Entendo que é preciso dar o salto do nível da Informação para o Conhecimento. Co-gnoscere é muito mais implicativo e atractivo. Só com o despertar de curiosidades se chega à construção do auto conhecimento, passe a redundância. Estas actividades são não só um complemento de vida, mas até um suplemento vitamínico de vida. Há-de vir o tempo em que será obrigatório frequentar uma Universidade Sénior. Quando? Quando o Estado compreender que poupa dinheiro na assistência na saúde, mantendo as pessoas activas e saudáveis por mais tempo. Assim, toda a sociedade, instituições particulares, mas sobretudo públicas, deveriam apoiar. Acredito que isso possa vir a acontecer num futuro próximo. Para bem de todos, reciprocamente, individual e socialmente. Não esqueçamos que o homem é um animal social (Aristóteles) e que é a socialização que humaniza o homem e que o mantém activo e solidário, isto é, bondoso.

A USAF é frequentada por adultos que já terminaram a sua actividade profissional normal. Que grandes diferenças destaca entre estes alunos e os jovens frequentadores do ensino dito regular?

Em quase toda a minha actividade de docente, leccionei em cursos supletivos e de adultos. Noto uma grande diferença, o que é natural. Tem a ver com a questão do interesse. Na escola regular, o interesse está centrado no diploma, na classificação, importante numa sociedade classificadora, hierarquizante e meritocrática. Na USAF, o interesse está centrado no convívio contra a solidão, na novidade e criatividade contra a rotina estressante. Não há diplomas, mas poderá haver certificados de frequência. E porque o Homem se deve nortear por deveres e não por apetites, ganhamos sempre a grande satisfação do dever cumprido. Buscamos a felicidade, duma forma mais livre e consistente. Logo, numa esfera mais alta, mais plena.

Globalmente, como avalia o “Movimento das Universidades Séniores” em Portugal?

Quanto ao Movimento em si, confesso que ainda não o conheço muito bem. O que noto é que este Movimento move, efectivamente, muita gente em quase todos os cantos de Portugal. Quase toda a gente conhece ou tem um familiar ou amigo a frequentar uma Universidade Sénior. Quem frequenta sente um enorme orgulho e prazer nesta integração. Nesta participação activa e realizadora. É isto o que transparece nos rostos das pessoas que tenho presenciado e contactado de perto. Há núcleos com todo apoio e outros com bastante apoio. Felgueiras tem todo o apoio do seu fundador, Senhor Octávio Pereira, de todos os Alunos e Professores. Creio que o Movimento das Universidades Seniores vai crescer ainda mais, fortificar-se e frutificar.



João Silva

quarta-feira, julho 08, 2009

Transmissão de Tarefas do Rotary Club de Felgueiras

Discurso do presidente cessante, Eng.º Pedro Sousa

Transmissão de tarefas

Discurso de tomada de posse do novo presidente,
António Meira Rodrigues.


Jantar-convívio na Casaa do Sobrado

No passado dia 6 de Julho, pelas 20 horas, na quinta do Sobrado, decorreu uma reunião do Rotary Club de Felgueiras para a tomada de posse de um novo Conselho Director,para o ano de 2009-2010.
O novo Conselho Director passou a ser presidido pelo senhor António Meira Rodrigues, que substituiu o senhor Eng. Pedro Sousa .
Nesta cerimónia, estiveram presentes a Senhora Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, o Senhor Governador Assistente do Distrito Rotário, representantes de diversos clubes vizinhos, membros da Direcção Pedagógica da USAF e membros da Comissão de Alunos da USAF.
A reunião terminou com um jantar num ambiente de companheirismo e franca cordialidade, na qual o novo Presidente referiu que a sua presidência se irá pautar pelo lema “ O FUTURO DO ROTARY ESTÁ EM SUAS MÃOS” .
A USAF deseja ao novo Conselho Director os maiores sucessos no desempenho da sua nobre missão e agradece o amável convite aos representantes da USAF.


João Silva

quarta-feira, junho 10, 2009

Encerramento do Ano Lectivo 2008/2009 da USAF

No passado dia 1 de Junho, os alunos e professores da USAF, bem como alguns amigos, convidados e representantes do Rotary Clube de Felgueiras, participaram num jantar de encerramento do presente ano lectivo.
O encontro, realizado num restaurante típico em Aparecida – Lousada, decorreu com toda a camaradagem e alegria, demonstrando que estes eventos continuam a ser uma referência na dinâmica da USAF (já lá vão oito anos da sua fundação), enquanto projecto pedagógico de partilha de saberes, de experiências culturais e de convívio salutar.
Durante o encontro houve intervenções do Director Pedagógico, do Representante dos Alunos e do Coordenador da USAF, que fizeram um balanço muito positivo de todas as actividades promovidas. Facto que leva a acreditar que este projecto, pela sua qualidade e projecção, é para continuar, apesar de alguns obstáculos que possam surgir.
No final, realizou-se uma actuação da recém criada Tuna Académica da USAF, que foi muito aplaudida por todos os participantes.




João Silva

Formação "A Fotografia"

No passado dia 28 de Maio, os alunos da USAF participaram numa sessão de formação sobre Fotografia, orientada pelo fotógrafo António Macedo.
Durante a sessão descobriu-se que a fotografia é um dos meios de expressão mais criativos, consistindo na combinação de elementos técnicos com uma observação pessoal da realidade. Durante esta, foram apresentados diversos tipos de máquinas desde algumas muito antigas até às mais recentes (Como curiosidade, foi partilhado que as primitivas máquinas fotográficas surgiram na época de Leonardo Da Vinci), bem como uma breve explicação dos princípios básicos do funcionamento das analógicas e das digitais. Foi referido, ainda, as características de algumas máquinas recentes que se adequam mais às nossas necessidades, bem como as técnicas necessárias à obtenção de uma boa fotografia, o que não implica necessariamente a aquisição de uma máquina topo de gama.
Foi uma sessão interessante que despertou o interesse e a curiosidade dos participantes.


João Silva

VIII ENCONTRO DE UNIVERSIDADES SÉNIORES DA RUTIS


Nos dias 22, 23,24 e 25 de Maio de 2009, a USAF deslocou-se a Portimão-Algarve, para fazer parte de VIII Encontro da Rutis ( Rede de Universidades da Terceira Idade ).

Em trânsito, aproveitámos para passar por Santarém, onde parámos para uma breve visita à parte histórica da cidade, entrando nas igrejas da Graça e de S.João de Alporão, bem como na singular Torre das Cabaças.

Depois de apreciarmos a Ribeira de Santarém, a quem o rio Tejo empresta alguma beleza, atravessámos a ponte que liga as duas margens e chegámos a Almeirim, não para comermos os deliciosos melões, tão caracteristicos desta região, mas para soborearmos o lauto almoço, no tipico restaurante o <> e petiscarmos o celebre “ caldo de pedra”.

Bem comidos e bebidos, seguimos viagem atrvés de auto-estrada que atravessa o centro do Alentejo até ao Algarve e chegámos a Portimão onde nos esperava o belo complexo hoteleiro “ Oceano Atlântico “.E após um breve descanso, descemos à recepção do hotel onde nos foi comunicado o horário do dia seguinte.Nessa noite ainda demos uma volta para reconhecimento da cidade de Portimão.

Dia 23, Sábado, composto o estômago com o pequeno almoço, fez-se uma visita guiada ao Museu de Portimão, onde foi exibido um filme sobre aquela cidade e sua antiga vida conserveira.Depois apreciámos “in loco “, vários momentos do que foi esta grande actividade algarvia – a pesca, as conservas e a sua exportação para tantos países, no principio do sec.XX.

Este museu fora outrora uma fábrica, transformada pela hábil mão do homem!
Uma maravilha!.No fim desta interessante visita,dirigimo-nos ao cais para dar inicio a um passeio de barco pelo rio Arade até Silves, guiado pela Isabel Flores, uma simpática comunicadora, que nos foi pondo a par de toda a zona abrangente, com pomares de citrinos ( as melhores laranjas de Portugal, encontam-se em Silves), de nêsperas e outras árvores de fruta, já que a terra é propícia a estas culturas. O cenário era ainda animado por pássaros e por uma comunidade de tartarugas que povoam as margens do rio. E no meio desta viagem foi-nos servido um aperitivo de tangerinas, bolos caseiros, sumos e vinho!

Chegados a Silves, após a viagem de uma hora, aparece-nos uma cidade erguida numa colina, sobre um maciço rochoso da serra de Monchique,banhada a sul pelo rio Arade, principal responsável, tanto pelos periodos de esplendor, como pelos de declinio da cidade.Desta antiga urbe, sobressai altaneiro, o castelo, importante fortificação militar e um dos mais bem conservados do País. Silves passa definitivamente para posse dos cristãos, em 1242, quando D.Afonso III conquista definitivamente o Algarve aos Mouros.

Após um “tour” para reconhecimento da cidade, fomos almoçar a um tipico restaurante “o Recanto do Mouro” e no fim ainda fizemos uma rápida visita a uma exposição de arquitectura islâmica, orientada pela Isabel Flores e pelo Luís Rodrigues, presidentes, respectivamente, dos clubes rotários de Silves e de Portimão.

À tarde assistimos a um festival aéreo que se realizou em Portimão, com a exibição de proezas e acobracias dos maiores ases dos ares: aviões a jacto, acrobatas, helicópteros e outras atracções, repletas de acção e emoção!
Por fim, Domingo, dia maior do VIII Encontro Nacional das Universidades Séniores, pertencentes à Rutis, pelas 10 horas, chegámos ao local designado para o evento, o grande e moderno pavilhão multi-usos chamado Arena, onde nos esperava uma “madrinha” do clube anfitreão, que nos guiou durante todo o dia. O ambiente era de alegria, com mesas enfeitadas e cujo conjunto dava graciosidade ao ambiente.

Começou a sessão de abertura com o hino da Rutis e com as boas vindas dadas às Universidades Séniores ali presentes, agradecendo a sua comparência.

Seguiu-se a palavra do presidente nacional da Rutis, Luís Jacob, que frisou as 1.680 pessoas que ali se encontravam, bem como os 18.500 alunos que frequentam estes estabelecimenros do ensino sénior ,o que só e possivel pelo trabalho voluntário dos 1.800 professores que leccioam as mais variadas áreas.

Salientou ainda o papel que desempenham estas instituições, dentro da comunidade mais idosa, ajudando-os a tirarem partido dos seus anos!

Houve depois a actuação de várias universidades, dando o seu contributo com coros, tunas, declamações, fados e guitarradas, desporto e teatro.

Às 13 horas foi servido o almoço, findo o qual se fez o desfile das bandeiras de cada academia e se passou o testemunho para o encontro do próximo ano que terá lugar em Guimarães.

Á noite , ainda demos uma volta pela praia de Rocha, o ex-libris das praias algarvias, onde já se notava um cheirinho a Verão.

Segunda – feira foi o dia do regresso a Felgueiras, mas fomos ainda até Albufeira onde almoçámos.
Já no autocarro houve entusiasmo e tudo serviu para nos animar com anedotas e até uma cena teatral, cujos artistas foram tão brilhantes, que nem precisaram de ensaios!!!

Enfim , era a saudade disfarçada dum ano lectivo prestes a terminar!

É que estes encontros inter universidades, são uma mais valia e um incentivo para que o próximo ano seja sempre melhor.

Somos uma pequena mas grande academia Sénior !.



Felgueiras, 25/05/2009

quarta-feira, junho 03, 2009

CONCURSO CONTOS DE NATAL

A USAF - Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras promoveu o seu concurso de «Contos de Natal»
O júri decidiu premiar apenas dois trabalhos com uma menção honrosa.

Os textos distinguidos têm como subscritores os senhores:
José Francisco Magalhães Machado
Jorge Manuel Vieira Cardoso

As respectivas distinções serão entregues oportunamente.

sábado, maio 30, 2009

Sete Regras para ser Idoso e Feliz

Segundo a revista VISÃO (número 847)
As sete regras para ser idoso e feliz

A equipa do psiquiatra George Valliant, da Universidade norte-americana de Harvard, acaba de divulgar as conclusões de um estudo de décadas sobre os factores que levam a uma velhice em boa saúde física e mental:

- Capacidade de adaptação psicológica a circunstâncias adversas

- Bom nível de educação
- Uma relação afectiva estável

- Não fumar

- Não abusar do álcool

- Algum exercício físico

- Peso dentro dos limites

sexta-feira, maio 29, 2009

USAF participou, em Tondela, no V Encontro de Universidades Seniores - Rotary


Um mar de gente...
Parte da "delegação" de Felgueiras
Cortesias...
"- Ai Dr, Dr, !... Deixe o prato, por causa dos colestróis!"


USAF em viagem


Concerto de Tunas

Um grupo de alunos e professores da USAF participaram no V Encontro de Universidades Seniores que decorreu no Centro Cultural de Tondela, no passado dia 16 de Maio.
O referido Encontro, organizado pela Universidade Sénior de Tondela, teve o seguinte programa:
Da parte da manhã, após a recepção aos convidados e da Abertura Solene, foi dada uma conferência pelo médico pneumologista Prof. Dr. Passos Coelho, que dissertou sobre o Sanatório do Caramulo, onde prestou um trabalho magnífico no tratamento de doenças pulmonares, especialmente a tuberculose, na primeira metade do século XX. Autor do livro “Caramulo-Crónica Romanceada”, referiu-se ao mesmo informando que este sanatório era um símbolo a nível mundial, com técnicas de tratamento muito avançadas, donde saíram especialistas em doenças pulmonares. Acresentou que foi ali tratado e curado da tuberculose Albergava, na altura, este sanatório, cerca de 1100 doentes, com grande percentagem de sucesso de cura. Hoje encontra-se encerrado, em virtude de a doença ter sido largamente erradicada - havendo hoje apenas casos sui generis - , dando lugar a uma estância turística.
Seguidamente, fomos até ao Complexo Desportivo de Molelos, onde foi servido um lauto almoço, a cerca de 600 participantes. Da parte da tarde, regressámos ao Centro Cultural, onde assistimos a um magnífico espectáculo de variedades, apresentado por algumas Universidades Seniores participantes. Foi um dia de excelente convívio, com a participação das Universidades Seniores de Tondela , Felgueiras, Bragança, Chaves, Viseu, Silves-Loulé, Mangualde, S. João da Madeira, Valongo, Valpaços, Ansião, Resende Sever do Vouga, Vizela e Paredes.
No final, regressámos a Felgueiras bem dispostos, por volta das 20 horas.

João Silva

USAF - mais um ano

Ser Professor ou Aluno
Não vale pela diferença.
É ser apenas mais um
A lutar por esta crença.


Crença em estar presente
Em conviver em verdade
Em dar e receber contente
O carinho e a amizade.


Crença na USAF universidade
No que ensinamos e aprendemos,
Crença na solidariedade
Em tudo o que dizemos e fazemos.


Quando o ano está a acabar
Sem sabermos o porvir,
Crença é também acreditar
Na saudade que vamos sentir.


Luísa Taveira

quarta-feira, maio 06, 2009

7ª Exposição USAF

SÉTIMA EXPOSIÇÃO DE ARTES DECORATIVAS


A Universidade Sénior de Felgueiras vai levar a efeito, na Biblioteca Municipal , mais uma exposição de artes decorativas.
Esta exposição que decorrerá do próximo dia20 a 30 de Maio, será promovida pelos alunos e professores da USAF. Nela serão expostos trabalhos de pintura, bordados e outros, executados ao longo do ano lectivo 2008/2009.
A abertura solene decorrerá no dia 20 pelas 21 horas. Os trabalhos poderão ser apreciados por todos os interessados, durante o horário normal de expediente da Biblioteca. Neste evento, pela primeira vez, será apresentada a Tuna Académica da USAF.



LENÇO DOS NAMORADOS


Julgam-se originários do séc.XVII e de Vila Verde, embora possam encontrar-se em várias localidades vizinhas.
Bordados simples da gente do campo, algumas das vezes pontuados por erros ortográficos, eram oferecidos quando o namoro se tornava sério.
Alguns exemplares, bordados pelos alunos da USAF, serão apresentados nesta exposição.

João Silva

LENÇOS DOS NAMORADOS









sexta-feira, abril 17, 2009

Visita ao Mónaco




Na viagem à Cote d'Azur o que mais me fascinou foi, sem duvida, a visita ao belíssimo e riquíssimo Principado do Mónaco.
Este pequeno território ,com uma área de cerca de 2 kms quadrados, situa-se sobre uma rocha e tem como capital a cidade do Mónaco.
É governado, desde 1297, pela dinastia Grimaldi, e tem como principais actividades o turismo, o jogo e a banca. Contudo, foi na segunda metade do século XIX, com a construção do Casino de Monte Carlo e os primeiros hotéis, que despertou a atenção do mundo. Além de ser um paraíso turístico, é um centro de grande cultura, em que abundam teatros, museus (como o Museu Oceanográfico, o mais famoso do mundo), bem como importantes monumentos (como, por exemplo, a Catedral, o Palácio Principesco do Mónaco), grandes e luxuosos hotéis e o célebre Casino de Monte Carlo.
Alem de ser um país de profunda vocação cultural e artística (Festivais de Cinema, de Circo, Feiras, Concertos, Bailes, Congressos científicos, etc ), também possui modernos complexos desportivos, em que se pode assistir e praticar todos os desportos, sendo, contudo, um dos templos do automobilismo. Aqui se disputam, anualmente, duas das maiores provas mundiais ou seja o Rally de Monte Carlo, com mais de meio século de história, e o Grande Prémio do Mónaco, que é considerado o Prémio de Formula 1 mais apaixonante do mundo, não esquecendo, também, o raly de carros antigos, que é uma das grandes atracões do Mónaco.
Não podemos falar do Mónaco sem referir a bela Princesa Grace, sepultada na Catedral do Mónaco, que podemos recordar com a transcrição do poema de Pascal Mitrano
Vale a pena visitar o Mónaco, onde se dispõe de hospitalidade, beleza, qualidade dos serviços, segurança e tranquilidade para os turistas e homens de negócios.
João Silva

Casino Monte Carlo




Desde a sua criação, nos finais do século XIX, o Casino de Monte Carlo constitui uma referência para o mundo inteiro e atrai homens e mulheres de todo o mundo. É, sem duvida, um estabelecimento de prestigio e de grande elegância Nos seus salões encontramos incomparáveis exemplos da decoração da Belle Epoque. O Casino está para Monte Carlo como a Torre Eiffel está para Paris; o Coliseu para Roma; Santa Sofia para Istambul; e a Praça Vermelha para Moscovo.

João Silva

quarta-feira, abril 15, 2009

Viagem à Cote d'Azur

Viagem à Cote d´Azur







USAF na Cote d'Azur

Um grupo de alunos e professores da U.S.A.F visitaram a Cote d´Azur

No dia 22 de Março iniciamos uma longa viagem em direcção à Costa Brava passando por Almodema, Alfeijarin, foi em StªSusana d'Elmar que pernoitamos.
No dia seguinte rumamos para França onde ficamos acomodados próximo de Cannes.
Logo pela manhã bem cedinho saímos para Sain-Tropez, cidade antigamente formada só por pescadores e que é hoje um dos pontos franceses mais badalados de veraneio. Foi lá que viveu a actriz Brigitte Bardot o que levou a que muitos admiradores seus a seguissem.
Seguidamente conhecemos S.Rafael, vila senhorial, com lindas praias e a sua igreja de estilo Bizantino, Igreja dos Templários do século Xll.
Em Cannes, lugar priveligiado da Cote d´ Azur, frequentado por famosos do mundo inteiro visualizamos o local onde se desenrola o Festival Internacional de Cinema.
Mais tarde entramos em Grasse, capital do perfume, onde fizemos uma visita guiada à sua fábrica mais antiga ( MOLINARD ) para conhecermos a elaboração das melhores fragâncias.
Pelo quarto dia saímos em direcção a Itália passando Riviera del Flor (terra das cores), chegamos a Impéria cujo nome deriva do rio Impero que separa Onéglia de Porto Maurízio. Neste local vimos a parte antiga com a Praça Duomo.
Já em San Remo conhecemos o seu famoso porto marítimo assim como visitamos a Igreja Ortodoxa Russa.
No quinto dia fomos conhecer Nice (Nice la Belle), terra de inspiração de muitos artistas de fama mundial e onde existem várias escolas de pintura, Museu Matice e arquitecturas da Belle Epoque (séc XV eXVI). Passamos pelo Passeio dos Ingleses, zona pedonal de Massena, Mercado das flores e Catedral Sainteréparate.
Pela tarde e para terminar em beleza, fomos para o Principado do Mónaco onde ficamos deslumbrados perante tanta riqueza.
É conhecido pelos famoso casino de Monte Carlo e pela sua princesa Grace.
É um dos mais luxuosos locais de turismo do mundo.
Monte Carlo é também famosa pela sua sofisticação e porque nas suas ruas se realiza o Grande Prémio do Mónaco de Fórmula I - um dos grandes eventos do Principado.
Não tinhamos pressa de vir embora pois os nossos olhos e os nossos corações não se enchiam perante tanta magnificência.
Porém a realidade é que tinhamos de regressar...
E assim demos por bem empregue o sacrifício de tantos quilómetros percorridos para tão belas realidades sonhadas.
Regressamos no dia 30 de Março todos bem dispostos e com a certeza que assim vale a pena viver...

Fernanda Pantaleão

quinta-feira, março 19, 2009

Cultura Geral através de um quadro

CULTURA GERAL
Na figura, as personalidades estão disfarçadas mas são claramente reconhecíveis.
A pergunta que se faz é quantas delas conseguem reconhecer.
Considerem que há mais de uma centena de retratados, de modo que 20 (cerca de 20%) é um número minimamente aceitável.
Tentem, mas sugere-se ampliar a figura (clique na imagem para ampliar).

Boa sorte!

quarta-feira, março 18, 2009

VI Festa Internacional das Camélias | 13 a 15 de Março | Celorico de Basto


A Universidade Senior de Celorico de Basto participou na VI FESTA INTERNACIONAL DAS CAMÉLIAS, que decorreu na vila de Celorico de Basto de 13 a 15 de Março. O evento obetve um grande êxito, em termos de participação e de qualidade dos produtos expostos.
No programa constava um concurso de arranjos florais feitos de camélias, no qual concorreram os nossos colegas de Celorico, que, entre os variadíssimos e belíssimos trabalhos apresentados por diversas entidades concorrentes, obtiveram o honroso 2.º lugar.
Divulgamos, em anexo, algumas fotografias alusivas ao certame, bem como a foto do arranjo premiado em 2.º lugar.
Aos nossos queridos amigos de Celorico, a Universidade Sénior de Felgueiras (USAF) endereça os mais sinceros parabéns.



Biografia de D. Manuel de Faria e Sousa

D. Manuel de Faria e Sousa é natural de Pombeiro e viveu durante cinquenta e nove anos, tantos quantos durou a dinastia Filipina, embora com uma ligeira desfocagem. Quando nasceu em 1590, já passavam nove anos sobre a aclamação de Filipe I nas Cortes de Tomar. E faleceu passados os mesmos nove anos sobre o 1ºde Dezembro de 1640. Os seus restos mortais foram transladados para o Mosteiro de Pombeiro em 1660, onde repousam, sob uma laje, à direita do altar-mor.
É filho de Amador Pires e de Luísa de Faria e Sousa da nobre casa de Valmelhorado. Desde muito novo, Manuel de Faria e Sousa deu sinais da sua inclinação para as Artes e Letras. Por isso, foi matriculado nos seminários de Braga para seguir a carreira eclesiástica. Dado que o rapaz era demasiado expansivo para se confinar aos cânones eclesiásticos, acabou por recusar aquele caminho. Ora o seu pai, preocupado com um futuro alternativo airoso e não dispondo de possibilidades económicas para dar à criança a melhor formação, acabou por encontrar um recurso precioso no seu amigo, D. Gonçalo de Morais, Bispo do Porto. E foi assim que, com catorze anos, Faria e Sousa entrou ao serviço do Bispo, frequentando a respectiva escola episcopal, onde aprendeu História, Artes, Literatura e outras matérias. Aí se relacionou com altas figuras da época e foi admirado pelos encómios poéticos que escreveu e pelos perfis que desenhou.
Porém a morte do seu padrinho deixou o jovem adulto de 27 anos completamente desprotegido. Teve de regressar ao isolamento de Pombeiro, agora desempregado, com mulher e dois filhos, quando corria o ano de 1618. Assim terminou a fase de crescimento e afirmação, à escala regional (no mínimo!) de D. Manuel de Faria e Sousa.
Felizmente, surgiu um novo padrinho e, em 1619, rumou a Madrid para desempenhar a função de secretário particular do conde de Muge, Pedro Álvares Pereira, Secretário de Estado de Filipe II. A sua adaptação ao ambiente e à língua castelhana foi tão fácil que, passados três anos, já publicava apreciados livros de poesia. Quando morreu o segundo padrinho, D. Manuel de Faria e Sousa gozava já de uma acentuada notoriedade e ganhava foros de cidadania Madrilena conseguindo empregos de bastante relevo. Assim, foi Secretário de Estado do reino de Portugal, cargo que o trouxe a Lisboa e o religou à língua da infância, e Secretário da Embaixada de Portugal em Roma.
A sua obra é muito vasta e estende-se da poesia à história passando pela crítica literária. Escreveu quase tudo em castelhano, mas muitos dos temas que elegeu para os seus trabalhos são bem portugueses. A Faria e Sousa se deve o primeiro estudo qualificado sobre a vida e obra de Luis de Camões, nomeadamente a edição de Luis de Camões, príncipe de los poeta de Espanha… Para conferir a Camões o estatuto que hoje lhe reconhecemos, Faria e Sousa teve de enveredar e persistir na investigação para vencer as opiniões da época que criticavam a estrutura, inspiração e a qualidade d’Os Lusíadas.
O maior elogio a Faria e Sousa, como crítico literário, encontrei-o na pena de Lope de Vega, destacado escritor espanhol contemporâneo: “assi como Luiz de Camoens es príncipe de los poetas que escrivieron en idioma vulgar, lo es Manuel Faria de los commentadores en todas lenguas.”

José Leite

Visita a Trancoso



Há cinco anos que não ia a Trancoso. É uma vila aprazível e sobretudo a viagem proporciona ao olhos do viajante uma paisagem luxuriante . As encosta do Marão, os socalcos lavrados das vinhas da Régua e de Lamego, os pomares de Moimenta e de Trancoso são um regalo de luz e de cor, em qualquer altura do ano. Foi nesta vila que casou o rei D. Dinis e a rainha Santa Isabel e foi aqui que nasceu o Magriço, de seu nome Álvaro Gonçalves Coutinho, cavaleiro, nobre que serviu o rei D. João I.
Trancoso é toda ela um monumento, o castelo e as muralhas, mas também o pelourinho e as igrejas da Misericórdia e a de São Pedro onde repousa um dos seus filhos mais ilustres Gonçalo Anes, ou seja, o popular e mítico Bandarra.
Em frente ao edifício da Câmara Municipal ergueram-lhe um modesto mas digno monumento, que está mal cuidado e é pena.
Bandarra teve uma importância maior do que a dimensão da sua terra natal. Foram as suas trovas de enigmático significado, passadas de mão em mão, que alimentaram um sentimento patriótico aglutinante durante a crise dinástica e após o desastre de Alcácer Quibir.
Fomos à feira dos Enchidos, parece que agora pegou a moda, não há vila que se preze que não tenha uma feira dos enchidos. Era mais uma feira das potencialidades e das riquezas regionais. Desde o queijo, aos doces, vinhos, mel, azeite, artesanato e claro os ditos chouriços, havia de tudo com provas a condizer.
É um passeio que vale a pena fazer, mesmo que não haja feira há sempre uma sardinha doce para comer no final de um bom repasto num dos restaurantes locais. E vale a pena subir às muralhas e contemplar lá do alto o fértil vale do rio Távora.
O desafio foi do presidente da Comissão de Alunos da USAF e da esposa, óptima companhia e bons amigos. A USAF faz maravilhas.

Poema

Na praia da Laginha
Sépia s/papel_31x21 cm 1984
MANUEL FIGUEIRA

Rochedos cinzentos da praia de Moledo,
manchas pretas das colónias de mexilhões
ou brancas do sal e algas secas dum penedo,
viveiros de navalheiras e camarões.

Mais que o meu refúgio, sois o meu castelo
Sem ameias, seteiras ou torre de menagem.
Marcos da memória do horrivel e do belo
Naufrágios, guerras e a riqueza da paisagem.

Atrás o casario, por entre o arvoredo,
estende-se ao sol escaldante do verão
e aos pés ondas curtas e rasas, quase a medo
fazem e desfazem brancura de um nevão.

Ao lado anda um rebanho de algas a boiar
como se foram focas de bigodes pretos
e narinas largas que aqui viessem dar,
foi sempre assim contam as avós aos netos.

Fumegando navega ao largo um cargueiro
sob um céu cinzento em direcção ao Norte
cruza-se com pescadores e um veleiro,
procuram porto e abrigo do vento forte.

E o Forte da Ínsua no meio do rio,
sentinela que alguém se esqueceu de render,
parado no tempo. Tempestades e o frio
fizeram estragos, mas não o fizeram tremer.

Em tempos, foi Praça-forte e foi Convento
da Senhora da Ínsua altar e guardião,
poliedro granítico leitoso e cinzento
é farol e é marco à navegação.

Ao fundo Santa Tecla, mesmo no sopé,
mortas duas chaminés desiguais e em linha
espetadas contra o céu, ou sinal de fé,
em frente o Camarido e a vila de Caminha.

O.B.P.

segunda-feira, março 16, 2009

Rochedos da praia de Moledo

Salvador Dali
Autumn Cannibalism

Rochedos cinzentos da praia de Moledo,

manchas pretas das colónias de mexilhões

ou brancas do sal e algas secas dum penedo,

viveiros de navalheiras e camarões.


Mais que o meu refúgio, sois o meu castelo

Sem ameias, seteiras ou torre de menagem.

Marcos da memória do horrível e do belo

Naufrágios, guerras e a riqueza da paisagem.


Atrás o casario, por entre o arvoredo,

estende-se ao sol escaldante do verão

e aos pés ondas curtas e rasas, quase a medo

fazem e desfazem brancura de um nevão.


Ao lado anda um rebanho de algas a boiar

como se foram focas de bigodes pretos

e narinas largas que aqui viessem dar,

foi sempre assim contam as avós aos netos.

Fumegando navega ao largo um cargueiro

sob um céu cinzento em direcção ao Norte

cruza-se com pescadores e um veleiro,

procuram porto e abrigo do vento forte.

E o Forte da Ínsua no meio do rio,

sentinela que alguém se esqueceu de render,

parado no tempo. Tempestades e o frio

fizeram estragos, mas não o fizeram tremer.

Em tempos, foi Praça-forte e foi Convento

da Senhora da Ínsua altar e guardião,

poliedro granítico leitoso e cinzento

é farol e é marco à navegação.


Ao fundo Santa Tecla, mesmo no sopé,

mortas duas chaminés desiguais e em linha

espetadas contra o céu, ou sinal de fé,

em frente o Camarido e a vila de Caminha.


OBP

domingo, março 01, 2009

DIA DOS NAMORADOS

Dia dos namorados !! Agora ?, Porquê?
Se a Juventude já não se namora !!.
Todos os dias eram de namorados
e, namoravam-se a qualquer hora.


O chamado namoro, dito de hoje,
não passa de encontros vagos e “futis”,
porque os desejos desta juventude
é encontrar-se para irem aos “curtis”.


Namorar é aprender e conversando
tomar conhecimento sério a dois
e esmerando-se para vida comum.


Porque se o namoro for só palrando,
e, adiar o sério para depois,
faz que do namoro de dois, ficar só um.


ACNOGUEIRA 14-02-2009
Trabalho com 12 Sílabas



O Crucifixo e o Crucificado

Salvador Dali
O Cristo de S. João da Cruz

O CRUCIFIXO E O
CRUCIFICADO

Se por e em cada crucifixo
Houve-se alguém crucificado,
Creio que já não restava ninguém,
Para retirar o condenado.

E alguém se crucificaria
Para a sua própria crença?
Pois não haveria já mais alguém
Para executar tal sentença.

Porém e, um só Crucificado,
Com amor, dedicação bastante,
Tornou-nos um ser libertado.

Mas foi Cristo nosso Libertador,
Para que daí para diante,
Crucifixo, fosse Cruz de Amor..

ACNOGUEIRA 10-02-2009
Trabalho com dez sílabas

domingo, fevereiro 15, 2009

Crónica: Universidade Sénior de Felgueiras

Pode não parecer evidente, mas o concelho de Felgueiras é algo especial na capacidade do seu povo e nas potencialidades desenvolvidas. Apesar de em princípios do século XXI ainda se notar número significativo de ileteracia em parte da população, não tanto já num analfabetismo como existiu até anos atrás, mas sensivelmente no espírito de falta de evolução instrutiva, entre factos notórios em compreensão de análise e entendimento, por exemplo, tal qual apetência pela leitura. Panorama esse, possivelmente por useira falta de fomento a certos níveis, que porém tende a alterar-se, como determinado desinteresse por valores culturais, a haver outros horizontes de apreciação, quando frutificar elevação em quantidade da frequência escolar, possibilitando inerente nível formativo. Contudo tais insuficiências supera-as Felgueiras na veia empreendedora de suas gentes. Ora, valorizando-se mais ainda o universo personalizado da região, quando algo começa a alterar antigo marasmo instrutivo, passando a sentir-se, nos tempos que correm, um surto de incentivo para um conhecimento extensivo a formação mais vasta, como é o caso dos processos oficiais agora em voga, em áreas de preenchimento sócio-profissional, quer de luta ao desemprego ou utilização dos horários extra-laborais, com os cursos chamados de novas oportunidades, para certificação de instrução granjeada na experiência vivida, já a Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras dera antecipadamente passos firmes, num diferente sistema de voluntariado, com vista à afirmação cultural obtida ao longo da vida. Nisso entrou um programa de formação a nível superior, no âmbito do chamado espírito rotário, por via de uma especial associação concelhia. de relevo na vivência pública, existente para o trabalho comunitário, o Rotary Club de Felgueiras. Em cujas actividades se está a sobressair existência da obra em apreço, a USAF-Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras. Efectivamente vai já no sétimo ano o tempo de desempenho de tal escola de convívio, como na prática funciona esse estabelecimento particular destinado ao fortalecimento do saber e das relações humanas.Tendo por cenário ambiental louvável objectivo de prestação de serviços de voluntariado nas áreas do ensino e da cultura, sem pretensão de ministrar qualquer curso formativo de equiparação, mas antes proporcionar oportunidades de formação e convívio através de diferentes áreas de estudo, de forma a possibilitar um grau instrutivo assinalável. Neste pé, a USAF mantém-se activa, com regulares aulas a funcionarem semanalmente da parte da tarde de segunda a quinta-feira, das 14, 30 às 19, 00 horas. Abarcando por ora um alvo de cerca de cinquenta alunos, que se juntam numa autêntica família na sala polivalente do patrono Clube Rotário, ao loteamento do Outeiro de Margaride, na cidade de Felgueiras. Onde continua esta instituição pujante na consciencialização da inerente convivência cívica e acção de solidariedade. Numa filosofia de liberdade de inscrição, estando acessível a qualquer nível cultural e literário, sem obrigatoriedade de frequência em todas as áreas programadas, embora sendo aconselhável um mínimo de três disciplinas, entre um leque de actividades permanentes desde artes decorativas, problemáticas do mundo moderno, novas tecnologias, psicologia/filosofia, literatura e cultura portuguesa, história, direito e saúde, até valorização de tradições e do património colectivo. Pautando-se pelo acolhimento de todos, sem discriminação de qualquer espécie, a USAF representa bem um espaço plural, a desenvolver aproveitamento dos tempos livres, proporcionando qualidade de vida em evitar sedentarismo e imobilização física e intelectual, entre quem se predispõe a conviver na troca de conhecimentos assim possibilitados. Estando destinada a sua finalidade a todas as pessoas de maior idade que desejem continuar a desenvolver actividade mental e social, por via de aprendizagem de uma nova forma de encarar a vida através do ensino e da cultura, incluindo convívio e fomento de novas amizades, além de possibilidade de mais conhecimentos e contactos, com lugar também para passeios e visitas de estudo, dentro das suas valências, conforme ilustra o blogue informático que possui no espaço da Internet. Tudo graças a um coeso grupo de colaboradores, desde sua abnegada comissão de alunos até a um quadro de professores e orientadores, em regime de trabalho gracioso, em prol do bem comum. Este serviço de voluntariado, patrocinado e apoiado pelo Rotary Club de Felgueiras, atendendo ao seu fim de promoção cultural e integração social, merece reconhecimento público e apoio oficial. Algo que parece não ter acontecido ainda, devendo ser ajudado por quem de direito, especialmente ao nível da autarquia representativa, para que a sua manutenção seja possível e possa ter condições ao desempenho de quão importante missão social. Até com respeito ao espírito institucional, nos lemas rotários universais de dar de si antes de pensar em si e de mais beneficiar quem melhor serve.
Autor: Armando Pinto

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O Envelhecimento

O Envelhecimento

O envelhecimento é um processo natural do ciclo e desenvolvimento biológico pelo qual todas as espécies atravessam. É assim, um processo universal e inevitável, ocorrendo em todos os sistemas corporais, mesmo sob circunstâncias ambientais e genéticas óptimas.
O aumento dos esforços de investigação no envelhecimento deve-se sobretudo ao aumento da esperança de vida e à tendência para a diminuição das famílias reduzindo assim a proporção de faixas etárias mais jovens, invertendo desta forma a pirâmide populacional. Isto foi possível através dos progressos da medicina e tecnológicos, maior qualidade de vida e estilos de vida mais saudáveis, traduzindo-se assim num importante impacto económico e social.
Os sinais do envelhecimento manifestam-se em termos biológicos, psicológicos e sociais, que são característicos desta etapa desenvolvimental.
O envelhecimento como processo biológico pode ser definido como os processos dependentes do tempo, que levam a uma perda progressiva da capacidade funcional (como a perda da função respiratória e função visual) depois da maturidade. Estas mudanças degenerativas são intrínsecas ao corpo e não são trazidas pelo ambiente externo, ocorrendo num padrão que é característico de cada espécie (Moody, 1998). O envelhecimento normal não é uma doença, mas produz eventualmente algum declínio funcional e aumenta a susceptibilidade a doenças específicas. Alguns sinais biológicos do envelhecimento estão associados a diversas alterações fisiológicas. Assim, o envelhecimento fisiológico em geral assume a forma de perda celular associada a um declínio na eficiência das restantes células que se manifesta a nível tecidular (existe perda de elasticidade da pele, por exemplo). Estas alterações por sua vez têm um efeito prejudicial sobre o funcionamento dos sistemas corporais (por exemplo, o sistema urinário torna-se mais lento e menos eficiente para excretar toxinas; o sistema gastrointestinal e cardíaco ficam menos eficientes, etc.). Também é evidente com o envelhecimento uma afectação dos sistemas sensoriais, nomeadamente a visão, a audição.
Estas mudanças têm por sua vez um efeito prejudicial sobre o funcionamento do cérebro e portanto, sobre o desempenho psicológico. De facto, em termos cerebrais as investigações apontam para uma diminuição do volume cerebral, mais evidente por perda de substância cinzenta e acompanhado por aumento do líquido cefalorraquidiano, reflectindo atrofia cerebral. Além disso, vários estudos demonstram que a perda de volume cerebral ocorre de forma linear com a idade, sendo notória perda de volume na ínsula, circunvolução parietal superior, redução bilateral da cabeça do núcleo caudado e lóbulo temporal medial (hipocampo e as circunvoluções temporal superior e média) (Bigler, Andersob & Blatter, 2002, Hedden & Gabrieli, 2004; Good et al., 2001; Resnick et al., 2003; Blatter et al, 1995; Bigler et al., 2001).
Como consequência deste processo natural que se manifesta em múltiplos sistema, o envelhecimento está associado a alterações das capacidades cognitivas como velocidade de processamento de informação, atenção, memória e sobretudo na utilização de estratégias eficazes de aprendizagem e flexibilidade mental. De facto, a memória é a capacidade cognitiva que sofre alterações mais evidentes durante o processo de envelhecimento normal, no entanto, algumas capacidades mnésicas parecem sofrer grandes modificações com a idade enquanto que outras são relativamente resistentes ao processo de envelhecimento, nomeadamente, a manutenção de uma memória autobiográfica relativamente bem preservada.
Por sua vez, estas afectações biológicas e cognitivas vão ter um impacto significativo em termos sociais. De facto, os processos de envelhecimento biológico, psicológico e social não ocorrem independentemente uns dos outros. Em termos sociais, a pessoa enfrenta o processo de reforma, podendo alterar também a rede de relações sociais que se construíram ao longo da vida. Além disso, nesta fase da vida encontram-se perante determinadas circunstâncias, incluindo numerosas perdas na sua própria vida: saúde, trabalho, entes queridos e relações sociais, etc.
Com o objectivo de definir quais os padrões normais que caracterizam um processo de envelhecimento normal, várias investigações têm surgido na tentativa de caracterizar este processo ao nível dos sistemas biológico, cerebral, psicológico e social. No entanto, a conclusão partilhada dos estudos é a de que o envelhecimento é assim um processo natural múltiplo e gradual, caracterizado por uma enorme variabilidade individual, sugerindo que o tempo não tem as mesmas consequências para todas as pessoas - podendo ocorrer um envelhecimento normal e positivo, ou pelo contrário, ocorrendo num processo patológico, manifestando-se nas distintas formas de demência.

Adriana Sampaio
Docente e Investigadora da Universidade do Minho
Colaboradora da USAF