domingo, maio 16, 2010

A HISTÓRIA DA CAROCHINHA

Era uma vez…
A história da Carochinha contada e cantada pelos alunos da USAF

No âmbito da disciplina de Literatura e Cultura Portuguesa, os alunos que frequentam a área de Literatura Infantil, realizaram no dia 10 de Maio, logo pela manhã, uma actividade da “hora do conto”, no Jardim-de-infância de Barrosas. A história da Carochinha foi recriada e explorada nesta Instituição por um grupo de alunos da USAF, que com entusiasmo e dedicação se disponibilizaram para a realização desta actividade.

Num espaço preparado para o efeito, as crianças ocuparam os seus lugares para poderem usufruir deste momento de fantasia. O ambiente de Magia estava criado e por demos início à sessão. Desta vez não começamos esta história pelo habitual “Era uma vez…” mas sim por cânticos alusivos à história da Carochinha, que foram acompanhando todo o percurso da personagem e que tornaram o momento diferente, despertando a atenção das crianças. A nossa contadora e todo o grupo da USAF deram o seu melhor para que o momento fosse do agrado de todos.

A história contada e cantada ia avançando perante os olhares atentos do nosso público. A contadora foi criando momentos de expectativa, “agarrou” o grupo de crianças, desempenhou com sabedoria a tarefa da leitura. O grupo dos cantadores correspondeu complementando a actividade. O entusiasmo demonstrado pelas crianças possibilitou uma dinâmica de interacção que a contadora também soube aproveitar, iniciando com as crianças um diálogo de exploração da história, tendo como suporte imagens seleccionadas, representativas da acção e do sonho da personagem.

No final da apresentação desta narrativa as crianças já entoavam o refrão, proferiam as suas apreciações e interpretações da história, demonstravam a sua vontade de usufruírem doutras histórias.

Distribuímos e recebemos gestos de amizade, distribuímos ainda pequenas lembranças realizadas pelo grupo de alunos da USAF (livros com imagens da história, para que as crianças continuem a sua exploração após esta iniciativa e ainda uma surpresa que as crianças iriam desembrulhar já no espaço da sala de cada grupo), recebemos a promessa destas crianças que nos enviariam os seus trabalhos relacionados com esta história. Ficamos muito agradados com esta troca de mimos.

A manhã já ia longa, as crianças voltaram para os seus afazeres, levando consigo esta história e deixando a imagem dos sorrisos espelhados nos seus rostos.


Salientamos ainda a disponibilidade e colaboração demonstrada pelas profissionais desta instituição que prontamente aderiram e facilitaram todo o processo, organizando o grupo e espaço, dando o seu contributo para a realização desta actividade.

Despedimo-nos de toda a equipa, que de forma simpática e afável nos recebeu.
Ficou a promessa de um dia lá voltar e o desejo claramente demonstrado de novamente nos receber.

Voltamos mais ricos, com vontade de continuar nestas e noutras aventuras que entretanto possam surgir.

Irene Moura

terça-feira, maio 11, 2010

VIAGEM A VISEU


Partimos bem cedo, ameaçados pela chuva, com destino à Quinta do Compadres, local onde se ia realizar a concentração de cerca de 600 alunos da Diversas Universidades Seniores espalhadas pelo país.
À chegada, por volta das 10:30h fomos de imediato recebidos pelos responsáveis e convidados a expor os Cartazes, previamente elaborados que davam a conhecer os professores da USAF bem como imagens de algumas actividades levadas a cabos pelos alunos.
Num dos espaços cobertos da referida Quinta, decorria já a sessão Solene de abertura com vários discursos de circunstância.
De seguida começou a actuação das Tunas das USR. O nosso Grupo actuou em terceiro lugar com quatro números a saber: Clavelitos, os Teus olhos Negros, A Montanha e O Sole Mio.
O almoço foi abrilhantado por um grupo de Concertinas que percorrendo a sala arrastavam os mais afoitos, que em filas, serpenteavam as mesas, ao som de música popular portuguesa provocando momentos de descontracção e alegria.
Seguiu-se a actuação dos restantes Grupos. Do seu repertório predominavam canções populares embalando alguns elementos num pezinho de dança.
A Folia só acabou por imperativo de programa. Era a hora de regressar.
A viagem até Felgueiras, decorreu num ambiente festivo onde se privilegiou o cariz lúdico e o saudável convívio entre os participantes.

Dalila Silva

sexta-feira, maio 07, 2010

HORA DO CONTO


Momento de dinâmica, de fantasia e partilha na USAF


O momento de exploração do conto pode constituir um momento mágico e de fantasia e em simultâneo possibilitar uma diversidade de abordagens, aliando o entretenimento e diversão à descoberta de um mundo maravilhoso, onde a imaginação, a criatividade e o sonho aparecem à medida que o contador avança na acção e vai estabelecendo relações com o mundo real.
Uma das formas de perpetuar o conto e outras narrativas é através das suas vivencias em contextos diversificados. O Jardim de Infância é um local de excelência para a vivencia destas narrativas.
No âmbito da disciplina de Literatura e Cultura Portuguesa, as “avós” da USAF pretendem realizar a “hora do conto” no Jardim de Infância de Barrosas, no dia 10 de Maio, pelas 10 horas. A história da Carochinha irá ser contada e cantada por um grupo de alunos (as) que se disponibilizaram para esta aventura. A nossa Carochinha e seus pretendentes encaram com entusiasmo toda a organização desta iniciativa.
O encontro já está a ser preparado, tem o seu início com o já habitual “ Era uma vez”… em que a personagem vive o sonho de encontrar o marido ideal…Encaramos esta actividade como um desafio, onde faremos todos os esforços para criar um momento de dinâmica, de fantasia e de partilha junto das crianças desta instituição.
O regresso às vivencias da infância constituirá uma mais valia para todos (as) nós. A todos os que desejem partir nesta aventura, convidamos a estarem presentes neste Jardim de Infância.


Irene Moura

quarta-feira, maio 05, 2010

VISITA A LEÓN E ASTORGA

Nos dias 24 e 25 de Abril, a Universidade Sénior de Felgueiras realizou mais uma visita guiada.De abalada até terras da vizinha Espanha, um grupo de professores e alunos partiu manhã cedo de sábado. A alegria e a boa disposição reinaram sempre entre os elementos do grupo e, para tal, também contribuiu o sol que fez questão de estar sempre presente. Ao longo do percurso até Chaves pudemos desfrutar de paisagens que, não sendo para nós desconhecidas, não deixa contudo de nos deslumbrar com seus cenários tão agrestes e tão díspares.Já do lado de lá da fronteira passámos a ver ao longe os montes de Léon. A maior parte dos excursionistas ficou desde logo admirada pela existência de neve nos cumes de alguns montes e pelas aldeias com casas, de telhados de ardósia, incrustadas no seu sopé.Chegados a Puebla de Sanábria, encantadora aldeia medieval, visitámos a sua catedral e estivemos junto ao seu lago, o maior da Espanha, e que é resultado de um período de acção de glaciares. O almoço foi um ponto de partida para uma tarde cheia. Em Léon, preenchemos a tarde com a visita à Catedral de Santa Maria Virgem Branca, de estilo gótico, o Palácio de Guzman, a Igreja românica de Santo Isidoro e o Mosteiro de São Marcos. Houve tempo para adoçarmos a tarde com um chocolate quente. Continuámos e deparámo-nos com a muralha romana aí existente. A contrastar no tempo e no tipo de construção, visitámos o Musac, museu de arte contemporânea que, pela sua arquitectura e uso das cores na sua construção, suscitou opiniões diferentes. Chegados ao hotel onde pernoitámos tivemos uma hora bem animada a ouvir o Dr. Leite e o seu acordeão e alguns elementos da tuna que se quiseram aliar a ele, em mais um momento de boa disposição.O domingo começou com a visita ao Santuário de La Virgem del Camino, edifício moderno mandado construir por um padre português. Visitámos a Catedral e o Palácio Episcopal, construído pelo grande arquitecto Gaudi, na cidade romana de Astorga.Seguiu-se um percurso pedonal pela pequena e típica aldeia Castrillo que ficou parada no tempo e onde tudo é construído em pedra. Continuámos a viagem com a visita à Capela da Virgem de La Ensina e ao castelo. Depois foi a visita às Médulas e, pudemos contar com a mestria do nosso motorista que, apesar da sua juventude e dos caminhos difíceis com que se deparou, conseguiu conduzir (e bem!) na subida que lhes dava acesso. E aí, seguiu-se um percurso pedestre, com uma subida considerável e que foi feito com mais ou menos esforço. Chegados ao miradouro, admirámos as formações rochosas de La Médulas e desfrutámos a paisagem. E, foi o regresso, ainda com uma curta paragem em terras de Espanha. E foram horas de viagem, de convívio e de animação.
F. Pereira

Lago de Sanábria

Catedral de León

Musac (León)

Palácio Episcopal de Astorga

Las Médulas

segunda-feira, abril 26, 2010

VIII Exposição de Artes Decorativas da USAF

A USAF convida todos os interessados a visitar a VIII Exposição de Artes Decorativas, que se realizará na Biblioteca Municipal de Felgueiras, nos dias 21 a 29 de Maio.
A cerimónia de abertura decorrerá no dia 20 de Maio.
Esta Iniciativa conta com a colaboração da Câmara Municipal de Felgueiras.

terça-feira, abril 20, 2010

ENTREVISTA


OCTÁVIO PEREIRA – Director Executivo da USAF

“As universidades seniores em Portugal, têm contribuído imenso para melhorar a auto-estima e a saúde mental e física de muitos milhares de portugueses”.

Nasceu em Ventoselo, uma aldeia do concelho de Mogadouro, mas cedo rumou a Macau, onde esteve seis anos. Depois andou por Angola, onde casou e lhe nasceram os três filhos. Após o 25 de Abril de 1974 chegou ao Brasil onde pensou fixar-se, mas acabou por regressar a Portugal. Trabalhou nas Finanças, no Serviço Meteorológico e fez carreira na Banca. Nos tempos livres fez rádio, colaborou com diversos jornais, criou um Agrupamento de Escuteiros. É membro do Rotary Club de Felgueiras desde 1985, onde exerceu diversos cargos. Foi Administrador de Rotary International, Governador do Distrito Rotário 1970 no período de 2000/1. Chefiou durante um mês uma Equipa de Estudos ao Brasil em 1996 e presidiu à Comissão Distrital da Rotary Foundation de 2003 a 2005. Foi presidente do Conselho de Administração da revista Portugal Rotário. No seu clube foi responsável pela criação de dois clubes de jovens: o Interact e o Rotaract e também da USAF – Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras.

Nascida sob o signo do bem – estar da Comunidade sénior Felgueirense, a USAF, surge como núcleo socioeducativo aberta à comunidade, de alternativa aos tempos livres, tendo em vista propiciar momentos potenciadores do seu crescimento intelectual e enriquecimento cultural.

Por João Silva

1. Octávio Pereira tem sido o rosto mais visível da USAF, sendo por todos, alunos e professores, considerado a “alma” do projecto da Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras. Como se sente enquanto “Pai, Fundador e Protector” desta instituição? Descreva-nos as razões da sua forte ligação ao projecto.

As razões da minha ligação à USAF, decorrem da disponibilidade que qualquer rotário deve ter para servir a sua comunidade. Terminado o meu mandato como Governador do Distrito Rotário 1970, pareceu ao Rotary Club de Felgueiras que seria um bom serviço à comunidade criar uma universidade sénior que apoiasse as pessoas reformadas ou em vias de se aposentarem. Foi me pedido que o fizesse. Aceitei. Constitui uma equipa e nasceu a USAF.


2. As universidades seniores vieram para ficar. Enquanto núcleos de dinamização educacional e social, e sem fins lucrativos, testemunharam na viragem do século um verdadeiro um «boom». Se até 2001 existiam apenas 18 universidades, hoje serão cerca de cem. Como justifica este fenómeno generalizado?

As universidades seniores têm bastante mais anos na União Europeia, e deve-se sobretudo ao aumento da longevidade e consequente envelhecimento da população e diminuição dos nascimentos. Se em Portugal o fenómeno é mais recente, é porque as necessidades também o são. De facto, nos anos oitenta e noventa houve em Portugal algumas tentativas de criação de universidades seniores e de as agrupar em associações que foram goradas porque as pessoas ainda não sentiam necessidade deste serviço.

Entretanto algumas organizações não governamentais e algumas autarquias aperceberam-se de que esta era uma forma de apoiarem os grupos de reformados, mantendo-os activos com enorme vantagem para a sua saúde e bem-estar e sem grandes custos económicos. Daí terem criado elas próprias, algumas universidades seniores ou apoiado associações locais com essa finalidade.

É preciso referir aqui o papel relevante que os clubes rotários têm desempenhado na expansão e criação de universidades seniores. Como clubes de serviço que são os Rotary Club criaram e tem em funcionamento, em Portugal mais de 30 universidades seniores.


3. Ao longo da sua experiência e contacto com este projecto, quais os principais constrangimentos que a USAF tem conhecido no seu desenvolvimento?

Num projecto de voluntariado como é a USAF, a maior dificuldade é encontrar voluntários e boas vontades. Claro que os recursos financeiros são importantes e a logística também, mas a equipa tem sabido ultrapassar uns e outros adaptando os meios às necessidades e sobretudo motivando professores e alunos.


4. Nas actuais condições de existência, a USAF é um projecto auto-sustentado?

Se nas condições inclui o apoio logístico e humano do Rotary Club de Felgueiras, o projecto é sustentável, a prová-lo estão os nove anos que a USAF leva de vida.


5. Tendo em conta que as Universidades da Terceira Idade não se limitam ao entretenimento, e dedicam-se à qualificação permanente, dos mais idosos, qual deverá ser o papel do Estado no apoio a estas instituições?

Não sou apologista da intervenção do Estado naquilo que nasceu na esfera privada. Se até aqui funcionaram bem sem o Estado, a intervenção deste deveria limitar-se a apoiar os alunos que queiram frequentar uma universidade sénior e que não tenham meios para o fazer, por exemplo atribuindo-lhe uma bolsa anual. Nós temos alunos que não pagam qualquer inscrição, o próprio seguro de acidentes pessoais é suportado por nós. Uma coisa é certa, ninguém deixa de frequentar a USAF por falta de recursos económicos.


6. Dada a nobreza do projecto a as suas finalidades, de que apoios institucionais tem beneficiado a instituição?

Em termos institucionais, a Câmara Municipal tem nos facultados gratuitamente as instalações da Biblioteca Municipal para a realização anual da Exposição dos trabalhos das turmas de Artes Decorativas. Tivemos um pequeno apoio financeiro do Governo Civil do Porto quando era governador o actual Presidente da Câmara do Marco de Canavezes para a realização do I Encontro de universidades seniores patrocinadas pelo Rotary e outro da Caixa Geral de Depósitos para o mesmo efeito. Nessa altura trouxemos a Felgueiras cerca de trezentas pessoas, a quem mostramos o que o Concelho tem de melhor. A Confraria do Sagrado Coração de Maria de Santa Quitéria, disponibiliza anual e gratuitamente o seu salão para a sessão solene de abertura do ano lectivo e as Caves da Lixa têm disponibilizado o seu salão de festas para a noite da abertura solene, igualmente a senhora Dra. Maria Adelaide Freitas nos cedeu por mais de uma vez a sua casa em Sendim para actividades festivas da USAF. A todos eles aproveito para deixar aqui o meu agradecimento e o reconhecimento da USAF.


7. Hoje, é unanimemente reconhecido que a idade cronológica é apenas uma idade entre muitas outras. Por outro lado, o prolongamento da longevidade humana gerou a disponibilidade de mais tempo livre junto dos aposentados. Em que medida a Universidade surge como tentativa de responder aos anseios, necessidades e, mesmo, exigências dessas pessoas?

Não é apenas uma questão de ocupação dos tempos livres. A passagem à reforma é um corte na actividade humana, não é um ganho, é uma perda e implica uma série de alterações a nível ocupacional, emocional, afectivo, comportamental e até de saúde a universidade sénior procura responder a essas alterações, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de outras relações humanas saudáveis e novos pontos de interesse. Por isso, nos reunimos em volta de uma mesa oval, por isso é que não temos só aulas, temos a hora do chá, temos passeios, temos festas, temos exposições, temos a ida aos lares da 3ª idade, temos a ida ao Jardim Infantil, temos o blogue, temos encontros, temos convívios, temos o magusto, temos a sardinhada, vamos ao teatro, etc.


8. Está satisfeito com a interacção conseguida com a comunidade envolvente?

Os ideais dificilmente são atingíveis na sua totalidade. Nós criamos um serviço que disponibilizamos a toda a população que dele queira usufruir, mas fizemo-lo conscientes das dificuldades próprias de um meio rural e fabril em desenvolvimento e transição para um meio urbano, onde a cultura e literacia nem sempre são prioridade.


9. Neste momento qual é a maior necessidade da USAF?

Encontrar voluntários, dentro e fora do Rotary para assumir responsabilidades na Direcção e como Professores por forma a renovar todos os anos os seus quadros, sem cansar. Temos professores que o são há nove anos, sentem-se cansados e eu compreendo-os. Compreendo que temos abusado da sua boa vontade. A equipa directiva que recebeu do Rotary um mandato de dois anos para pôr o projecto a funcionar ainda é a mesma. Precisamos de mais voluntários que tenham outras ideias, que acrescentem mais valias ao projecto.


10. Num artigo da revista da Academia americana de Neurologia, mostra-se que quanto maior é a prática pelos idosos praticam de actividades mentalmente estimulantes – como ler jornais ou jogar xadrez – menor é o risco de virem a sofrer da doença de Alzheimer. Sente que as pessoas se esforçam para se manterem activas?

Sinto que as pessoas gostam de participar nas actividades, e que isso as torna felizes, como sinto que algumas gostariam que a USAF estivesse aberta todo o ano, sem férias. Mas também noto que quando se lhes pede maior esforço de aprendizagem, sobretudo em áreas novas, como as Novas Tecnologias ou a Língua Inglesa, alguns fraquejam ou desistem.


11. O que justifica, afinal, a existência da Universidade Sénior e, globalmente como avalia o “Movimento das Universidades” em Portugal?

O que justifica a existência da USAF é haver pessoas que numa fase da sua vida precisam de encontrar um novo caminho, fazer amigos, abrir novos horizontes, ter alguém que os ouça, aprender coisas novas que não tiveram tempo de aprender enquanto foram profissionais activos.

As universidades seniores em Portugal têm desempenhado um papel muito importante e insubstituível no bem estar das populações, têm contribuído imenso para melhorar a auto-estima e a saúde mental e física de muitos milhares de portugueses.


12. Há quantos anos exerce funções de direcção na USAF? Que razões motivaram o nascimento da Universidade?

Esta Direcção está em funções desde o Outono de 2001, pois a USAF abriu em 4 de Fevereiro de 2002, aniversário do Rotary Club de Felgueiras. O mandato é de dois anos, só que tem vindo a ser renovado, porque não conseguimos voluntários que queiram e possam assumir esta responsabilidade. É preciso dizer que os professores e a Direcção da USAF são voluntários, trabalham de graça e às vezes ainda põem algum dinheiro do seu bolso.

Como Governador do Rotary tomei contacto com este projecto em alguns clubes rotários como Chaves e Viseu, tendo apoiado e aplaudido a iniciativa, por me parecer muito meritória. Uma forma de apoiar era criar novos pólos, por isso o Rotary Club de Felgueiras decidiu avançar com o projecto. Além disso procurei que surgissem outros clubes interessados e visitei alguns para lhes falar sobre o projecto, nomeadamente Fafe, Amarante, Penafiel e Maia.


13. Como é o seu dia-a-dia com alunos e professores?

É um relacionamento de amigos, assisto à maior parte das aulas, intervenho como aluno quando me dão a palavra e também já tenho substituído alguns professores. Procuro que as condições da sala sejam boas, que o ar condicionado funcione, que o chá esteja pronto, que os horários sejam cumpridos por todos. Se alguma coisa me dói é perder um professor ou um aluno, qualquer que seja a razão.


14. Tem alguma memória especial que gostaria de partilhar?

O caso de uma aluna com cerca de 90 anos que eu tinha procurado contactar por faltar uns dias às aulas e que me telefonou dizendo que estava no hospital, pois tinha partido o fémur. Pediu-me que a fosse ver dizendo que queria voltar às aulas. Visitei-a no hospital e visitei-a mais tarde em sua casa durante alguns anos, até falecer. A alegria de me ver e de saber notícias dos seus colegas era tal que o seu rosto se transformava.


15. Tem confiança no futuro do Universidade? Que sonhos gostaria de realizar na USAF?

Tenho confiança no futuro da USAF porque acredito na generosidade dos seus professores e na boa vontade dos seus alunos em construir um mundo melhor para si e para os outros.

Quanto aos sonhos, é melhor ser realista. Tomar consciência de que o convite para a festa da vida tem um prazo, temos que aproveitá-lo, usufruir de toda a beleza que ela nos proporciona e fazer que o mundo seja melhor a cada dia que passa. O sonho era criar condições para que todos os idosos pudessem sonhar com uma vida feliz. Não gosto dos lares que conheço, incomoda-me quando os visito, porque o lar que eu sonhei teria de ser diferente. Mas isso dava pano para mangas.


16. “O que responde a quem acusa a USAF de elitismo?”

Respondo, que se calhar até têm razão. Ser elitista no serviço que se presta, na qualidade dos seus professores, nos conteúdos das aulas, na diversidade das propostas, nos meios que procuramos disponibilizar a quem frequenta a USAF acho que é bom ser elitista. Mas a USAF não é elitista no sentido de discriminar, as pessoas por falta de cultura ou por falta de meios económicos. Ninguém deixa de frequentar as aulas por que só tem a terceira ou quarta classe, ou porque não tem dinheiro para pagar a inscrição.

Agora que a USAF tem alunos instruídos e cultos tem, mas tem também alguns menos cultos e menos instruídos e ninguém que eu saiba se sente discriminado. Que temos alunos com mais posses que outros é capaz de ser verdade, mas nunca perguntamos a ninguém o dinheiro que tem a religião que professa ou o partido político que prefere. Todos são aceites como fazendo parte da mesma família humana com qualidades e defeitos.

quinta-feira, março 25, 2010

EXPOSIÇÃO DE ESCULTURA DA USOL

No passado dia 20 de Março, realizou-se na Casa da Cultura da Lixa, a inauguração da Exposição de Escultura da USOL-Universidade Sénior Ocupacional da Lixa.
A USAF fez-se representar pelos senhores Octávio Pereira, João Silva, Rosa Lopes, Vladimira Guimarães, Lúcia Moreira e Emília Sampaio.
A USOL apresentou a Tuna Académica numa pequena e bem ensaiada atuação. Houve um momento de poesia e o professor de artes falou das suas alunas e dos trabalhos expostos.
Seguiu-se um convívio agradável entre convidados e alunos da USOL acompanhado por bolinhos de amor e licor.
Emília Sampaio

Tuna da USOL:

Relevo de Bronze:
Gesso Patinado:

terça-feira, março 23, 2010

DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO

Se a via sacra terminasse
Na décima quarta estação,
Tudo ficaria acabado
E seria vã aquela paixão


Porém, Cristo queria muito mais.
Na décima quinta Ressuscitou,
Vivo, Santo e Esplendoroso
E, Vivo, Divino, Continuou.


Nas catorze cruzes do Calvário,
Sofreu Cristo o seu Martírio.
A estas acrescentou uma mais.


Não foi uma Cruz de fadário
É Cruz de Amor e compreensão
Para todos nós sermos iguais.


ACNogueira

quinta-feira, março 18, 2010

VISITA DA USAF ÀS AMENDOEIRAS EM FLOR

Passeio da USAF por terras transmontanas com o fim de apreciar as amendoeiras em flor.

12 de Março 2010

Um grupo de elementos da USAF (Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras), resolveram fazer mais uma digressão turística, e apostaram na beleza paisagística que nos oferece parte deste rincão de Portugal, Trás-os-Montes e Alto Douro, nesta altura em que os montes e vales se transformam num autêntico jardim com as suas amendoeiras em flor.

Este ano, porém, o tempo pregou-nos uma partida, não permitindo que essas lindas árvores desabrochassem na sua plenitude, pelo que a paisagem se tornou um pouco mais tristonha.

Porém, é sempre agradável passar por Mirandela, a bela cidade do rio Tua (ás vezes traiçoeiro); atravessar e rever o vale da Vilariça, alcunhada por Terra Quente, onde a fertilidade de seu solo, sobretudo a excelência do seu azeite, se torna uma mais-valia para a economia do País; e chegar à simpática vila de Moncorvo que se ergue altaneira e deslumbrante, onde a sua sumptuosa catedral parece dar-nos boas-vindas. Os seus deliciosos bolinhos de amêndoa e os célebres “doces económicos” fazem parte da gastronomia de Moncorvo e que nós – USAF – não deixamos de fazer jus.

Depois rumámos a Freixo – de – Espada – à – Cinta, terra cheia de encantos, pelas muitas obras de estilo manuelino, pois aqui se encontram belas casas e monumentos dessa época e desse estilo.

A poucos quilómetros de Freixo encontra-se um miradouro chamado Penedo Durão que nos oferece uma magnífica panorâmica sobre o rio Douro, vislumbrando-se terras espanholas. Até apareceram os abutres.

É realmente um espectáculo paisagístico a não perder. Pelo adiantado da hora o estômago chamava-nos a atenção para as horas de almoçar, pelo que num ápice, eis-nos no Mogadouro, onde nos esperava o restaurante “ A Lareira “ e a sua saborosa posta à mirandesa, bem acompanhada pelo excelente vinho da região.

Após algum tempo de descanso e um passeio a pé pela cidade, viajamos para Macedo de Cavaleiros, cujo percurso nos proporcionou uma agradável paisagem, alternada por penhascos abruptos e por campos cheios de amendoeiras e oliveiras.

Depois duma breve paragem em Macedo de Cavaleiros, apanhamos a IP4 que nos trouxe de regresso às origens – Felgueiras.

O ambiente foi de estreita camaradagem, pelo que não faltaram anedotas, cânticos e risadas, denotando satisfação para nos fazer esquecer as agruras da vida.

Amélia Noronha

domingo, fevereiro 14, 2010

30.º ANIVERSÁRIO DO ROTARY CLUB


OBJECTIVO DE ROTARY 1º
O companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir;
2º
O reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas da ética profissional
3º
A melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um na vida pública e privada;
4º
A aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando a consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.




A PROVA QUÁDRUPLA
Do que nós pensamos, dizemos ou fazemos:
1º
É a VERDADE?
2º
É JUSTO para todos os interessados?
3º
Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES?
4º
Será BENÉFICO para todos os interessados?



O Rotary Club de Felgueiras, fez 30 anos no passado dia 4 de Fevereiro. Para os comemorar admitiu no seu Quadro Social quatro novos sócios, durante o jantar comemorativo, que contou com a presença do Governador do Distrito Rotário 1970, Professor Manuel Cordeiro em visita oficial ao clube.
A USAF esteve representada pelo Director Pedagógico Dr. António Gaspar Martins, que usou da palavra durante o jantar para dizer que a USAF é uma organização dinâmica de cariz cultural e social e um centro de debates e de aprendizagem. Também esteve presente a professora Da. Amélia Noronha, vice-presidente do Conselho Pedagógico, além de toda a Direcção da USAF. É que a UASF também fez anos no dia 4 de Fevereiro, não 30, mas nove anos, pois a abertura solene das aulas no primeiro ano lectivo foi precisamente no dia 4 de Fevereiro.
Durante o referido jantar, foi homenageado pelo Rotary Club de Felgueiras o companheiro Octávio Pereira, nosso Director Executivo, com diploma de mérito por realizações relevantes ao serviço do Rotary Club de Felgueiras.
Perguntarão alguns a que propósito vem esta notícia do Rotary Club de Felgueiras, nesta página da USAF. Por uma razão simples, Rotary Club de Felgueiras é o patrocinador da USAF e contámos sempre com o trabalho dos rotários, seja como membros da Direcção, seja como professores, bem como com as instalações que são comuns, embora pertença de Rotary.
Aproveitamos para inserir um texto distribuído durante o jantar com um pensamento de Paul Harris : “ O Rotary nasceu do espírito de tolerância, boa fé e serviço, qualidades características de meus familiares e companheiros de infância de Nova Inglaterra. Tenho tentado transmitir minha fé nesses valores a outros seres humanos, com a mesma intensidade com que ela brilha dentro de mim.”
O companheiro Presidente do Rotary Club de Felgueiras António Meira, escreveu aí o seguinte:“São os ideais de amizade, companheirismo e serviço aos outros que nos devem unir em prol da comunidade.”
A USAF felicita o Rotary Club de Felgueiras, pelos seus 30 anos de serviço e deixamos aqui expresso o nosso agradecimento pelo carinho e apoio que nos têm dado.


terça-feira, fevereiro 09, 2010

VIAGEM DE ESTUDO DA USAF A TONGÓBRIGA


T
omamos o caminho certo para o Marco

Ou da cidade Romana de "Tongobriga" ,

Na mira de termos conhecimento farto

Graças a esta juventude forte e sem fadiga.

Ouvimos as informações no Auditório

Baseadas nas escavações feitas no dia a dia.

Restos das "Domus" e do dormitório

Integradas no lazer comércio e na padaria.

Gastamos o resto do tempo a ver as termas,

Atravessamos o "Fórum" e já doiam as pernas.


ACNOGUEIRA 5-2-2010

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

JORNADAS SOCIAIS INTERMUNICIPAIS


ENVELHECENDO...

No dia 28 de Janeiro um grupo de 22 alunos e professores da USAF participou nas 2as. Jornadas Sociais sobre o envelhecimento, organizadas pelas câmaras municipais da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
Destacamos alguns tópicos das diversas intervenções começando pela Dr. Fátima Carvalho directora do Núcleo de Promoção da Autonomia no Centro Distrital de Segurança Social do Porto que referiu a dada altura que “os nossos idosos nem sempre tem os seus direitos salvaguardados”. Falou sobre o Serviço de Apoio Domiciliário e sobre o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio ou ajudas técnicas. E referindo-se à Rede Informal de Apoio Social que assenta nas relações de vizinhança e nas relações de afecto, disse que Felgueiras tem já famílias de acolhimento. Disse mais que “ é à sociedade civil que compete uma maior consciência do exercício da cidadania, assumindo um papel mais activo e responsável”. Devemos procurar que os idosos sempre que possível não saiam da sua casa e do seu ambiente, ou seja não devem ser levados para instituições sempre que seja possível mantê-los no seu ambiente.

Seguiu-se no uso da palavra a Dra. Constança Paul, Professora Catedrática e Investigadora do Instituto de Ciências Biomédica Abel Salazar que falou sobre os factores psicossociais do envelhecimento activo. Disse que o envelhecimento não acontece de repente é um processo no decurso da vida e que os aspectos comportamentais a partir da adolescência têm muito a ver com a qualidade de vida na terceira idade. No envelhecimento é preciso pugnar pela optimização das oportunidades para a saúde, participação e segurança para a autonomia; manter a capacidade de decisão e independência equivale a melhor qualidade de vida. Referiu a falta de geriátras e enfatizou a importância do ambiente físico ameno, da casa segura com ausência de quedas nem poluição, com suporte social, a educação e literacia para um bom envelhecimento activo. Disse também que “a ideia de que a reforma antecipada deixa postos de trabalho para os mais novos é falsa e não se verificou em parte nenhuma do mundo”. Referiu ainda que o controlo e capacidade de decisão bem como ter uma participação social activa é um factor importante no processo de envelhecimento, até porque “ não há velhos estúpidos, o que há são jovens estúpidos que envelhecem como todos nós”.

O terceiro interveniente foi o Doutor José Pinto da Costa, Professor Catedrático jubilado do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, que abordou o tema do envelhecimento biológico. Dessa intervenção retivemos alguns tópicos:
“O mundo é dos idosos e é bom que o Estado vá pensando que os idosos continuam válidos. O envelhecimento é um processo biológico e não é só do homem, é de todos os animais, é um processo dinâmico, progressivo e irreversível. A personalidade começa com ávida e só termina com a morte. A idade cronológica ( a quem vem no B.I) é diferente da idade biológica. O Envelhecimento tem a ver não apenas com a idade, mas também com a forma como vivemos. Somos 30% genética e 70% aprendizagem. O envelhecimento não é um processo de doença, mas torna-nos mais sujeitos a adoecer. Envelhecimento saudável não é só ausência de doença, mas também qualidade de vida. Todo o processo de envelhecimento está ligado à forma como vivemos. O desejo de eternidade move os homens desde a antiguidade e nunca vai parar. A actividade intelectual retarda o envelhecimento.”

Da parte de tarde ouvimos o Dr. José Ferreira Alves professor na Universidade do Minho e representante da Rede Internacional de Prevenção de Maus-Tratos às Pessoas Idosas dizer que “ os filhos e os cônjuges são os principais abusadores dos idosos “ Mas acrescentou que a proximidade física e o afastamento emocional criam condições de abuso e que muitas vezes as famílias criam contextos de abusos. Mais à frente referiu que “ o abuso é como uma doença crónica, provoca lesões e doenças duradoiras” e que “o filho que produz não se preocupa com o dinheiro dos seus pais.”

Seguiu-se a Dra. Ana Luísa Quinta Gomes investigadora da Universidade de Aveiro que tratou da sexualidade nos idosos, dizendo que se criou na sociedade uma ideia errada de que os idosos que mantêm interesse sexual são pessoas perversas e mal formadas. Quando não é nada disso. No entanto isso cria, por vezes, nas pessoas idosas um sentimento de vergonha, apreensão e embaraço e leva-os a conformar-se com essas situações. Disse ainda que apesar de haver alterações psicológicas progressivas com o avançar da idade, estas não são impeditivas da actividade sexual e interesse romântico. O bem estar psicológico e físico tem a ver com a actividade sexual, e a actividade sexual regular poderá contribuir para o atraso no envelhecimento e prevenir o atraso na produção de hormonas.

O terceiro orador da tarde foi o Professor Daniel Serrão, Professor jubilado da Faculdade de Medicina do Porto e membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, que abordou a problemática neurobiológica no idoso.
Referiu que “ o cérebro faz-se a partir dos estímulos que recebe” e por isso “ o cérebro em muitos aspectos melhora com a “idade , é mais criativo”. Terminou dizendo que, “uma velhice feliz, saudável e totalmente independente ganha-se durante toda a vida anterior”.

O Dr. António Pacheco Palha Professor Catedrático da Faculdade de Medicina do Porto e fundador do Movimento de Planeamento Familiar do Norte foi o orador que se seguiu, dizendo que “ há muitos professores e poucos sábios, pois a sapiência é aquilo que fica depois de esquecermos os conceitos académicos”. Disse também que “ a autonomia é a chave do bom envelhecimento e que a ansiedade e a depressão são problemas a considerar, pois a tristeza não é normal em ninguém e nos idosos também não, por isso o desleixo, o arranjo pessoal, a ideia de inutilidade são sintomas a combater para obter autoconfiança. Envelhecer é ir perdendo alguma coisa todos os dias”.
Como a tarde já ia adiantada, regressamos a casa, não tendo participado no último painel das jornadas.
Foi uma jornada enriquecedora em conhecimentos e companheirismo, e o almoço num restaurante local foi muito agradável.



quarta-feira, janeiro 27, 2010

Problemáticas do Mundo Contemporâneo - Textos para discussão

Posições sobre a existência de Deus

Sobre a problemática da existência de Deus e da verdadeira forma de a Ele aceder e o conceptualizar, podemos destacar seis posições que em seguida procuraremos caracterizar.

Teísmo: é a posição segundo a qual Deus é o garante de toda a ordem, unidade de todos os seres, ente transcendente, livre, criador, infinito e perfeito. Segundo os que defendem esta posição é não só possível como necessário demonstrar, através de uma argumentação racional, a existência de Deus. Para tal, o teísmo recorre a um conjunto de argumentos que se podem agruparem em ontológicos, cosmológicos e morais.

Panteísmo: ao contrário do teísmo, que defende a transcendência de Deus relativamente ao mundo criado, o panteísmo é a posição segundo a qual Deus se confunde ou identifica com o mundo, isto é, para a qual Deus é imanente ao mundo. A própria palavra panteísmo significa que tudo é Deus e só por isso é que se pode falar na unidade do mundo. A totalidade do Universo e Deus são, portanto, a mesma coisa — eis a tese sustentada pelos defensores desta posição.


Fideísmo: se no âmbito da teologia racional se admite a possibilidade de provar racionalmente a existência ele Deus, já o fideísmo afirma que não é possível nem necessário provar discursivamente a existência de Deus. Os defensores desta posição separam, como esferas perfeitamente distintas, a razão e a fé, dizendo que a via para Deus é aberta pela fé e não pela razão. Kiekegaard e Pascal ilustram bem a tese fideísta ao afirmarem, respectivamente que "a fé não tem necessidade de provas, olha-as mesmo como inimigas" e "o coração tem razões que a razão desconhece".


Misticismo: é a posição que defende que a verdadeira via de acesso a Deus é a atitude de contemplação e de amor; ainda que existam vários tipos de misticismo, é comum a todos eles que a ideia de a experiência religiosa é a experiência directa e pessoal da presença do seu Deus, que proporciona a união e a experiência íntima com a divindade; esta experiência está para além ele todo o significado racional e é da ordem da intuição.


Agnoscitismo: é a posição segundo a qual é impossível provar a existência de Deus, da mesma forma que é impossível provar a sua inexistência; é que para os agnósticos, a questão da existência de Deus é uma questão que não pode ser resolvida em termos de conhecimento dado que não se enquadra nos requisitos que a produção deste mesmo conhecimento necessita. 0 agnóstico abstêm-se, assim de afirmar ou negar a existência de Deus.


Ateísmo: Se na posição exposta anteriormente tínhamos uma abstenção quanto à problemática da existência de Deus, já no ateísmo encontramos a afirmação peremptória da inexistência de Deus, o ateísmo nega, portanto, que Deus exista, tal como nega qualquer princípio criador. Esta posição encontra-se ligada a interpretações variadas do fenómeno religioso, que vão desde a ideia de que a religião é uma forma de debilitar o controlar o Homem a partir do seu enfraquecimento, passando pela afirmação de que a essência da religião é a alienação e a ilusão e indo até à afirmação de que tomar o Homem a sério, como projecto que a si próprio se faz, faz da ideia de Deus um absurdo.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

A USAF FOI AO TEATRO


O LAGO DOS CISNES

A USAF, na continuação da promoção e participação dos seus alunos, na vida social e cultural da Comunidade, promoveu no passado dia 8 de Janeiro a deslocação de um grupo de alunos e professores à cidade do Porto, para assistir ao ballet clássico “ O LAGO DOS CISNES”.
O referido espectáculo decorreu no Coliseu do Porto e foi apresentado pelo Ballet Estatal Russo de Rostov, captando a essência, a beleza da história e a harmonia da música de Tchaikovsky. Trata-se de uma obra, onde mais de 40 bailarinas actuam parecendo autênticos cisnes às quais o espectador fica rendido diante do fascínio dos seus movimentos. Trata-se efectivamente de um espectáculo que vale a pena ver uma vez na vida .
No final, os alunos desta instituição regressaram no autocarro a suas casas, felizes e plenamente satisfeitos com a beleza do espectáculo, tendo valido a pena o sacrifício que a noite fria nos proporcionou.

A TUNA DA USAF ACTUOU EM LARES DE IDOSOS

LARES DE TERCEIRA IDADE COM NATAL MAIS ALEGRE

A Festa de Natal, nos vários Lares de Terceira Idade do concelho de Felgueiras, foi mais alegre, mais animada e enriquecida, com a participação da Tuna da USAF.A Tuna Académica da Universidade Sénior de Felgueiras, constituída muito recentemente, levou, neste Natal de 2009, a sua animação aos seguintes Lares: - Centro de Dia da Casa do Povo da Lixa, Centro Social de Airães, ADIB - Barrosas, Lar de Fijô, Lar de Santa Quitéria e à Cercifel.
Para António Gaspar Martins, director pedagógico da Usaf, "a actuação integrava canções antigas, conhecidas de quase todos, bem como canções de Natal. Houve ainda ocasião para um número de jograis, com base num texto de Pedro Homem de Melo, declamação de poesia e ainda um Conto de Natal que os ouvintes seguiram com muita atenção.
"A direcção da USAF, " assegurou que esta iniciativa será para repetir em anos futuros, com reportório renovado. A Universidade Sénior quis, e quererá, deste modo, presentear idosos e residentes nos referidos Lares, tantas vezes pouco lembrados, até por familiares.
"O director executivo da Usaf, Octávio Pereira, "aproveitou a ocasião para agradecer a todos e a cada um dos que participaram nesta iniciativa, com a certeza de que este gesto levou mais calor humano, pela proximidade visual e de vozes vivas, aos utentes dos referidos Lares." Acrescentando ainda que "talvez um dia, a proximidade da USAF, junto da população de Felgueiras, possibilite outras intervenções ao logo do ano."


sexta-feira, janeiro 01, 2010

DIA MUNDIAL DA PAZ

Dia Mundial da Paz


Inspirado no “espírito de Assis”, na defesa da promoção da paz, o arcebispo de Pamplona (Espanha) escreveu um “decálogo” que vale a pena conhecer:

1. Olha para todos com respeito e benevolência.
2. Não fales mal de alguém; não condenes seja quem for; pessoa, grupo, povo ou instituição.
3. Perdoa as injúrias actuais ou passadas, liberta-te das garras do ódio, guarda a liberdade do teu coração para amar, para conviver, para começar cada dia uma vida nova.
4. Deseja simplesmente a paz com todos, a colaboração, a convivência, o gozo da fraternidade e do serviço.
5. Trata de simplificar os problemas em vez de os aumentar; não acumules as sombras, procura todos os fachos de luz e os caminhos da esperança.
6. Tem a coragem de negar-te a colaborar com qualquer projecto violento, afasta-te dos que ensinam e praticam o ódio, a vingança, o amedrontamento e a violência.
7. Cria à tua volta sentimentos e atitudes de paz, de concórdia, de convivência, de misericórdia e de consolação.
8. Apoia os que trabalham sinceramente pela paz, na verdade, na liberdade e na justiça.
9. Dedica algum do teu tempo a trabalhar pela paz, com serenidade, esperança e generosidade.
10. Pede a deus que te dê o espírito da sabedoria, da bondade, da fortaleza e da generosidade, para seres instrumento da Sua bondade e do Seu amor no Mundo renovado, onde possamos viver todos na verdade, no amor, na liberdade e na fraternidade.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

NATAL



A Comissão de Alunos da USAf deseja umas Festas Felizes

a todos aqueles que têm tornado este Projecto possível.

Que a alegria e a esperança desta quadra

se prolongue por todo o ano de 2010.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

O NATAL DO MENINO POBRE

O NATAL DO MENINO POBRE

O André vivia com a avó no quarto piso
De um velho prédio da grande cidade,
Onde não havia nunca um simples sorriso
E o rendimento, era só o da mendicidade.

Do Natal nuca ouvira falar, tampouco.
Presentes, também ele nunca os tivera.
Mas da sua janela, num velho choupo,
Um rouxinol todo o dia cantava a primavera.

Mas naquele Natal tudo foi diferente.
Os anjos vieram cear com avô e neto
E, havia uma mesa com comida de luz.

E até mesmo o próprio Menino Jesus,
Lhes deu carinho, amor e afecto.
E o rouxinol os adormeceu para sempre.


ACNOGUEIRA 9-12-2009

TUNA DA USAF

A USAF- Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras tem já constituída e a trabalhar, desde o ano escolar de 2008/09 a sua Tuna Académica.A sua criação brotou muito naturalmente da necessidade de uma complementaridade entre as actividades formativas e culturais e mais uma valência mais abrangente onde os habituais alunos desenvolvessem também os seus gostos pelo canto e pela música.Passado este primeiro momento, foi só divulgar a ideia, angariar novos companheiros com saber nestas valências, arranjar instrumentos musicais, começar a ensaiar, escolher um traje mais adequado, afinar as vozes, e eis, assim, como surgiu a sua primeira actuação em Maio de 2008."Actualmente composto por cerca de 20 elementos, conta ainda com dois acordeonistas, dois cavaquinhos, duas guitarras portuguesas, um bandolim e um banjolim e um coro de vozes bem afinadas", como nos diz o Dr. Gaspar Martins, director pedagógico, acrescentando que "a Tuna estará disponível para actuar em distintos lares, do concelho, por altura do Natal bem como aberto a novas inscrições tanto para o grupo coral como para instrumentistas (violas, cavaquinhos, violinos, clarinetes, trompetes, saxofones, etc.)."A Tuna toca obras populares, e já fez actuações em Felgueiras (Escola EB 2,3 de D. Manuel de Faria e Sousa e no Salão Paroquial de Margaride)."Um problema difícil de resolver", para Octávio Pereira, presidente do conselho directivo da USAF, "tem sido o da escolha e fixação do maestro. Problema este já em vias de resolução, para bem desta aérea do saber artístico e do encanto e prazer musical."Frequentemente outros alunos e convidados aderem a actuações muito específicas promovendo-se até declamações de poesia, jograis, leitura de contos e até de fadistas, pelo que o Dr. Martins lança um desafio " se sabe cantar ou tocar e gosta de praticar ou de aprender ainda mais, inscreva-se e divirta-se. As tristezas não pagam dívidas e as alegrias ainda não pagam IRS".

BOAS FESTAS FELIZ NATAL


Natal


Fui à terra dos sonhos
Viver o Natal.
Viram os meus olhos
Um sol sem igual.

Sol de Ventura,
Sol de Amor,
Sol de Ternura
Sol de Calor.

Porquê, meus amigos,
No nosso Natal,
Não temos também
Um sol como tal?

Falta amor e carinho?
Compreensão e Paz?
Vamos dar as mãos
Que tudo se faz.

Com força e vontade,
O sonho será real.
E TODOS teremos
Um feliz Natal.

Luísa Taveira

quarta-feira, novembro 18, 2009

Poema

A MENINA PERDIDA
Choramingando, corria a menina com saco a tiracolo.
A minha mãe! Quero a minha mãe! A minha mãe!
Alguém comentou: Não chores ela está aí à frente!
A menina corria, mas olhando à volta com desdém.

Era confuso para uma criança de cerca de três anitos.
Mais abaixo, uma senhora chorava: Perdi a minha menina.
Acerquei-me dela e informei-a de que ela estava à frente.
Obrigado disse e gritou: Guarda-a Ó Minha Mãe Divina.

Num impulso de dor e ansiedade no sentido da filha,
Correu aquela mãe juntamente com a restante família.
Inverti o trajecto para me certificar do fim daquela corrida.

Que quadro encontro à frente! O Família Divina!
A criança ao colo do pai e com a restante família,
Chorava o pai, a mãe, os irmãos e a própria menina
.



Soneto feito a partir de um facto real
Acontecido em Penafiel em 8-11-2009
ACNOGUEIRA

segunda-feira, novembro 16, 2009

Momentos tecnológicos...

Dr.Inácio Lemos - Professor de Novas Tecnologias
Uma segunda-feira diferente. Das 16:45 ás 17:45 são momentos tecnológicos, mas acima de tudo de muito convívio e de aprendizagem. Uma hora de partilha e de troca de experiências na companhia de quem sabe muito e tem muito para ensinar.


Uma hora que se prolonga no tempo e que é renovada a cada semana!


Faz bem viver assim!


Give me a chance


domingo, novembro 15, 2009

ABERTURA SOLENE DO ANO LECTIVO 2009-2010

A Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras ( USAF ) iniciou a sua actividade lectiva, no dia 7 de Outubro de 2009.
Apesar das actividades lectivas já terem iniciado, ainda são aceites inscrições.
Porém, a abertura solene realizou-se no dia 24 de Outubro, no Centro Pastoral João Paulo II, no Monte de Santa Quitéria, em sessão presidida pelo presidente do Rotary Club de Felgueiras.
A Oração de Sapiência, subordinada ao tema DIREITO AO CONHECIMENTO, foi proferida pelo Professor José Eduardo Pinto da Costa, ex director do Instituto de Medicina Legal do Porto. O desenvolvimento do Tema captou a atenção da elevada assistência pela problemática em si , relacionada com a 3.ª idade.


Como convidado de honra esteve também presente o Governador do Distrito Rotário 1970, Prof. Manuel Cordeiro que incentivou alunos e professores “a viverem com intensidade a nova etapa da vida sénior e a aceita-la como um novo desafio”. Estiveram representadas as universidades Sénior da Lixa, Celorico de Basto, Fafe e Guimarães.
A sessão foi abrilhantada pela actuação da Tuna Académica da USAF , recentemente criada, que aproveitou a oportunidade para fazer a sua apresentação pública que maravilhou a assistência.
Finalmente, os convidados dirigiram-se para a Quinta da Lixa, onde foi servido um jantar confeccionado com excelente carinho e qualidade pelos alunos da USAF. Este jantar foi abrilhantado com um excelente programa de variedades , destacando-se o fado e a poesia.


António Gaspar Martins