domingo, março 23, 2008

Eventos Gastronómicos na USAF- O porco caseiro










Tal como temos vindo orgulhosamente a anunciar, a USAF celebrou, no passado dia 8 de Março, no afamado dia da mulher, um convívio em honra e homenagem à carne de porco caseira e aos produtos confeccionados à base de carne de porco.
O encontro aconteceu na QUINTA DAS INFANTAS, situada no concelho de Guimarães, gentilmente cedida pelo seu proprietário, senhor Meira. Do grandioso repasto constaram as inevitáveis e suculentas fêveras de porco caseiro, grelhadas na brasa, acompanhadas de um belo e fugidio arroz de feijão bem como um colorido arroz de grelos. Para terminar, além das deleitosas sobremesas, foi servido um magnífico caldo verde acompanhado de um sadio presunto, tudo de origem comprovadamente caseira. Não esquecer o maravilhoso vinho oferecido pelo senhor Meira, bem como os magníficos vinhos levados por alguns dos nossos alunos.
A preparação da festa começou bem cedo, com a deslocação para a Quinta das Infantas, de uma pequena equipa de alunos, acompanhados pela indispensável cozinheira, para que nada falhasse na a recepção dos convidados que começaram a chegar por volta das 12.30 h.
Como é de adivinhar, a boa disposição foi uma constante durante todo o encontro: todos se divertiram e, no final, todos receberam de bom agrado uma saudável caminhada pela floresta circundante, na pista de cicloturismo (Fafe – Guimarães) que cruza a localidade, facilitando assim uma boa digestão.
Já próximo da despedida (cerca das 18 h), todos regressaram a casa em sorriso, desejando que o próximo convívio aconteça muito em breve.
Segundo os nossos planos e para adoçar o apetite, o próximo encontro (o segundo deste ano) irá constar de uma saborosa rojoada à moda do Minho. Do terceiro convívio constarão as “miudezas” do porco que darão origem a uma saborosa “feijoada”.
A USAF agradece a simpatia e empenho com que o casal Meira recebeu a nossa comitiva.
Até ao próximo banquete!

João Silva

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Visita de Estudo da USAF á Marinha Grande no dia 09-02-2008


Conforme indicações, o autocarro deveria sair da Central de Camionagem ás 07h 45m, mas só saiu ás 07h50m. No entanto teve que parar na Av. Dr. Leonardo Coimbra para entrarem mais alunos, o que motivou uma espera e a saída acabou por se dar na realidade ás 08h05m.
A chegada á área de serviço da Mealhada aconteceu ás 09h45m, e o pequeno-almoço e a casa de banho motivaram uma paragem de 15m.
Reposta a marcha, o aluno Sr. João Silva, teceu um longo e explicito rol de datas e acontecimentos que marcaram a história do Castelo de Leiria e da sua relevância na cidade, bem como seus costumes, usos e suas gentes. Fomos acompanhados pelo Sr. Vítor Gonçalves do Rotary Club de Leiria.
Chegados ao parque de estacionamento, junto do Castelo ás 11h02m, iniciou-se a visita já com a presença de Vítor Gonçalves e quase a totalidade dos alunos, ficando apenas alguns junto do autocarro por dificuldades de subir.
O castelo transmitiu-nos o quanto têm de conhecimentos e vivência de tempos idos.
Iniciamos então a viagem para a Marinha Grande às 11h 52m, para visitar a fábrica de vidro que também havia sido mencionado pelo Sr. João Silva e dela havia tecido merecidos louvores. Assistimos á moldagem do vidro pelos técnicos da fábrica e deliciamo-nos com obras-primas saídas das mãos dos trabalhadores que se encontravam expostas para venda. Seguimos para o almoço ás 12h40m, que foi muito bem servido no restaurante em cinco mesas redondas, onde fomos acompanhados pela senhora Dª Anisabel, Gabriel Roldão, Aurélio Ferreira e respectivos cônjuges sócios do Rotary Club da Marinha Grande.
Ás 14h40m, partimos para um visita ao Pinhal de Leiria ( Marinha Grande), cuja descrição pormenorizada de árvores e utilidades de outrora e hoje que nos foi prestada.
Passamos por S. Pedro de Moel, tendo-nos sido contada a sua história e dos seus habitantes, que são cerca de trezentos no Inverno, mas chegam a ultrapassar os dez mil no verão. Os piqueniques na quinta-feira Santa fazem parte da cultura destas gentes. Os pinheiros serpentes (retorcidos) são assim chamados porque se enrolam no chão para aguentarem a força do vento e evitar a destruição das dunas. Também ficamos a saber que há prospecção de poços de petróleo nesta zona, e que em tempos parece ter existido ursos nestas bandas, segundo uma pedra aqui encontrada e actualmente no Museu em Coimbra.
Chegados a Alcobaça às 16h30m, fizemos uma visita á igreja do mosteiro, ficando o resto por visitar porque infelizmente fechou quando nos preparávamos para entrar. Deixamos aqui o nosso protesto pois entendemos que os Museus e outros, deviam ter um horário mais alongado e com abertura ao Domingo para serem mais visitados.
Com algumas idas ao lanche e depois dos perdidos terem sido achados partimos ás 17h50m
A ceia foi servida a quem quis na zona da Bairrada e o repasto tinha de ser Leitão, no restaurante Típico da Bairrada.

Chegamos a Felgueiras pelas 23h.



António Coelho Nogueira

Aula de Saúde na Casa do Povo da Longra




Os médicos Dr. António Rocha e a Dr.ª Maria de Lourdes Peixoto, ambos professores da USAF – Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras, deram, no passado dia 12 deste mês, uma Aula de Saúde, sob o tema das doenças cardiovasculares, “A Hipotensão Arterial”.
Desta vez, o local da sessão foi o Salão Nobre da Casa do Povo da Longra, na Vila da Longra, cuja Direcção se empenhou para que este evento se realizasse, com o firme propósito de levar às pessoas da localidade uma melhor qualidade de vida, mercê de uma filosofia de cuidados médicos preventivos.

Nesta sessão, para além dos representantes e de alguns alunos da USAF, bem como dos dirigentes da Casa do Povo, estiveram presentes cerca de 30 pessoas, naquele dia, de tarde, numa que é uma localidade pacata e cuja população activa encontra-se ocupada.
Duas enfermeiras do Centro de Saúde da Vila da Longra apoiaram os médicos da USAF, nesta missão de voluntariado, nomeadamente na medição das tensões arteriais. Para além disso, os médicos foram bastante elucidativos no seu discurso sobre o tema abordado.
João Silva

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Soneto

Unanimar o conhecimento
deve ser tarefa verdadeira.
Mesmo já no envelhecimento
devemos ser alunos de primeira.


Saber não ocupa lugar,
diz o povo e com razão.
Mesmo os seniores, podem andar
com muitos livros de mão em mão.


Assim e, para aprender bem
os Rot´arios de Felgueiras tem
uma Universidade com bom staff.


Faça-se aluno com frequência
e, com amor, alma e paciência
faça a sua matricula na USAF.



António Coelho Nogueira
30/01/2008

Aula de Saúde na Casa do Povo da Longra | Terça-feira, pelas 16 horas


Os médicos felgueirenses Dr. António Rocha e a Dr.ª Maria de Lourdes Peixoto, ambos professores da USAF – Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras, vão dar uma aula de saúde, denominada “Acção de Educação para a Saúde”, na Casa do Povo da Longra, na próxima terça-feira, dia 12, pelas 16 horas, para um público alvo daquela região do concelho, pelo menos, acima dos 40 anos de idade, sendo a temática dessa aula “Hipertensão e seu Controlo”.

domingo, janeiro 27, 2008

DILIGÊNCIAS GASTRONÓMICAS DA USAF

DILIGÊNCIAS GASTRONÓMICAS DA USAF

A “matança do porco”, tal como em todo o País, é uma tradição ancestral no concelho de Felgueiras. Hoje, como nos tempos de antanho, este evento, que não deixa de ser também um momento festivo, decorre no Inverno.
As famílias rurais fazem, assim, a festa, em pleno convívio com os seus parentes, amigos e com a vizinhança, cujo repasto consiste na muito apreciada rojoada e, em certas partes do País, acompanhadas de papas de sarrabulho.

Depois deste repasto/convívio, as famílias, para além de usufruírem do consumo de carne fresca, aproveitam todas as partes do animal para o processo de conservação da parte restante, para todo o ano, através da salga e do fumeiro.

A USAF, procurando integrar-se nesta tradição, nos últimos anos, tem promovido, para os seus próprios alunos, diversos eventos integrados nesta tradição, nomeadamente uma rojoada, bem como outros petiscos à base de carne de porco.

Assim sendo, no passado dia 15 de Janeiro, pelas 16 horas, uma delegação da USAF (composta pelo Dr. António Rocha, Octávio Pereira, Fernanda Mendes e João Silva), dirigiram-se, debaixo de fortes chuvadas, ao concelho de Lousada, onde os aguardava o senhor Vitorino, criador e matador do respectivo porco, a fim de proceder à desmancha do animal, uma vez que já estava morto.

Como sempre, foi um trabalho árduo que coube ao senhor Vitorino e à D. Fernanda. Esta operação requer muita experiência para não desperdiçar nenhum pedaço. Há que separar cada parte do suíno segundo a respectiva finalidade: rojões, fêveras (para grelhar), carne (para “cozido” e para feijoada). Refeições estas que ainda vão ser programadas. Os restantes elementos apenas prestaram algum apoio logístico, nomeadamente provando umas fêveras assadas pelo Dr. Rocha na lareira do Sr. Vitorino. Como constataram que a carne era óptima, o Dr. Rocha, sendo médico fez as honras de veterinário, pois, dados os seus conhecimentos científicos (mais, essencialmente, gastronómicos), ordenou que a mesma pode ser consumida nos eventos da USAF durante todo o ano lectivo.

“Esquartejado” o porco e ordenada a respectiva carne em embalagens separadas (conforme os desígnios do Sr.” veterinário”), a tão distinta delegação regressou a Felgueiras por volta das 22 horas, a fim de acondicionar o produto carnívoro em arcas frigoríficas.

Brevemente, serão marcadas as datas dos acontecimentos gastronómicos onde irão ser servidos os deliciosos pratos à base de porco caseiro, que, com certeza, vão ser do inteiro agrado dos participantes.

Felgueiras, 26 de Janeiro de 2008.
João Silva

sábado, dezembro 29, 2007

CONTO DE NATAL


A tia Antónia vivia só, na casa de pedra que herdara dos pais. Nela vivera anos felizes em companhia do marido e ali criaram os cinco filhos que Deus lhes dera. As paredes grossas protegiam-na da chuva e do vento, mas o telhado de telha vã deixava entrar o frio deste mês de Dezembro e se não fosse o lume morreria enregelada. Este era o seu maior receio, morrer de frio.
Os filhos havia muito que tinham deixado a aldeia, em busca de melhor vida, uns andavam por França e outros tinham ido para o Brasil, nos anos cinquenta, já o marido tinha falecido.
Os anos pesavam, já passara dos noventa, por isso desde que começaram as chuvas não saíra mais de casa. Tinha um desejo tão forte de ir à missa do galo na noite de consoada, que até andava apoquentada, por não encontrar maneira de o realizar. Já havia mais de três anos que não ia àquela missa.
A igreja era no outro extremo da aldeia e as pernas não ajudavam, sobretudo agora com aquelas artroses nos joelhos e a ciática que lhe apanhava a perna direita e as costas. Depois era o frio que repassava tudo, e se nevasse como diziam para aí, então é que nem pensar em sair de casa, mais a mais à noite.




Se ao menos um dos filhos viesse passar o Natal, ainda podia esperar que a levassem aquela missa, mas as cartas que mandaram não lhe davam qualquer esperança. – Se calhar vou morrer sem ir pela última vez à Missa do Galo – dizia baixinho.
Tinha feito umas filhóses e cozera o polvo com a tronchuda e batatas. 0 pote de ferro ainda estava a fumegar encostado ao cepo de carvalho, que crepitava na lareira. Estendeu a toalha de linho, pôs a mesa e encheu um sopito de vinho tinto para acompanhar as couves e o polvo com batatas. Mas antes rezou por todos os necessitados e pelos seus, pediu ao Menino Jesus que lhe trouxesse os filhos e os netos. Por fim que a ajudasse a ir à Missa do Galo.
Pareceu-lhe que ia dormitar, sentiu um enorme bem-estar, mas de repente viu o padre Caseiro virar-se para o povo e dizer"Dominus vobiscum" 'A Igreja estava cheia, estavam lá todos, bem agasalhados e ela nem sentia frio. Ouvia cantar o "Adeste Fideles", mas eram vozes tão lindas que não pareciam do coro da aldeia. Sentia-se tão quentinha e era tudo tão bonito que não lhe apeteceu acordar.
No dia de Natal, pela manhã, uma das vizinhas foi encontrar o seu corpo, já frio, sentada no seu banquinho, com a mesa posta, o lume acesso e os olhos fechados. A tia Antónia tinha ido à Missa do Galo e não lhe apeteceu voltar.


Felgueiras, 20 de Novembro de 2007

OCTÁVIO PEREIRA
RC FELGUEIRAS

sexta-feira, dezembro 28, 2007

DESAFIO PARA 2008

DESAFIO PARA 2008
Deste ano que vai chegando ao fim podemos, com certeza, fazer um balanço muito positivo.
De facto, as iniciativas marcantes que a USAF foi promovendo contribuíram para o enriquecimento daqueles que, não se tendo deixado abater pelo peso da idade, continuam a procurar aprender mais, partilhar mais, conviver mais… no fundo, somar qualidade de vida e alegria à sucessão de acontecimentos que fazem parte do seu viver.
Por isso mesmo se pode reconhecer que a ocupação lúdica e a convivência sadia são as grandes dinâmicas que tem presidido à concepção e à dinamização das actividades propostas, entre elas as aulas, os convívios e as visitas de estudo culturais. No fundo, algumas das melhores formas de se ocupar o possível vazio que resulta do esbatimento total da actividade profissional e da realização de se ter “os filhos criados e orientados”.
E melhor teria sido se mais pessoas tivessem abraçado este projecto de formação e de enriquecimento pessoal e social, pondo de lado o comodismo compreensível que resulta das rotinas diárias e ousando demonstrar que a “terceira idade” não é uma fase decrescente na história pessoal, mas antes um tempo de continuidade das experiências que nos realizam como pessoas.
Aliás, creio mesmo que este poderá ser o nosso grande desafio para 2008: aumentar o número daqueles que frequentam a Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras. Mas como o podemos realizar? Acima de tudo, tentando contagiar com a nossa satisfação os familiares e conhecidos que já terminaram a sua actividade profissional, em especial os que se reformaram há pouco tempo e se sentem confrontados com a necessidade de aproveitarem da melhor maneira o seu tempo livre (e que às vezes, paradoxalmente, parece ser em demasia). Complementarmente, desenvolvendo os esforços possíveis no sentido de estabelecer parcerias com outras instituições, que sem sombras de dúvida poderão ser uma mais-valia preciosa.
Para que sejamos mais, com tudo o que de bom isso representa em termos da partilha de experiências e de bem-querer. O que será, por certo, um desígnio para uma vida melhor.
Por último, na qualidade de Presidente da Associação de Estudantes da USAF, permito-me desejar a todos os alunos e professores um Bom Ano Novo, não esquecendo o Rotary Clube de Felgueiras, na pessoa do Sr. Octávio Pereira, bem como de outros dirigentes, cujo apoio tem sido imprescindível na continuação deste Projecto tão significativo para a Comunidade Felgueirense.

28 de Dezembro de 2007

João Silva

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Abertura solene da USAF do ano lectivo 2007/2008

Aspecto da Mesa:
Contra a tentação de quem quer desmotivá-la a Universidade Sénior de Felgueiras continua bem viva! E para amostra que assim é, basta referir a festa que ocorreu no dia 23 de Novembro, para celebrar a abertura solene do ano lectivo 2007/2008.
Assim, com toda a pompa e circunstância, as portas do Centro Pastoral João Paulo II, em Santa Quitéria, abriram-se às 17 horas, para dar início à sessão solene deste evento.
A cerimónia, bastante participada, pelo corpo docente, alunos e convidados da USAF, começou com as palavras de boas-vindas, proferidos pelo Director Executivo Sr. Octávio Pereira, que saudou, além dos participantes, a mesa, composta pelo Governador do Distrito Rotário dr. Henrique Maria Alves, pelo Director Pedagógico da USAF Professor Doutor Torres Moreira, pela presidente da Câmara dra. Fátima Felgueiras, pelo presidente do Rotary Club, dr. Ernesto Rodrigues e pelo presidente da Associação de Estudantes João Silva.
Usaram da palavra, entre outros, o presidente do Rotary, a presidente da Câmara, o Governador Rotário e uma representante da Universidade Sénior de Celorico de Basto, prof. Palmira Castro, terminando os discursos com a excelente lição de sapiência proferida pelo Director Pedagógico e professor da universidade de Vila Real (UTAD) doutor Torres Moreira. O tema abordado foi”Globalização e Cultura Portuguesa”.

Com a eloquência que lhe é peculiar, referiu a opinião de diversos autores sobre a globalização, clarificou as vantagens e desvantagens deste conceito, salientando a importância de se manter uma identidade nacional, regional e local. Apresentou uma brilhante retrospectiva de todo o processo, focando momentos históricos, exemplificativos da abertura aos países com os quais estabelecemos relações de cooperação. Terminou reforçando a ideia de manter “vivos” valores culturais, caracterizadores do passado e do presente, como forma de continuar a identidade do povo português.

Finda esta sessão solene, foi servido nas caves da quinta da Lixa um jantar, que culminou com a parte recreativa, abrilhantada por fados e guitarradas, declamações de poesia, danças de salão bem como a actuação da Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto, que foi transmitindo aos presentes a sua juventude e contagiante boa disposição, a qual se foi estendendo pela noite dentro.
Parabéns a todos, a USAF vai continuar…






Amélia Noronha

Magusto de S. Martinho

Há sempre uma razão para convívio na USAF, desta vez foram umas castanhas em vésperas de S. Martinho.

Esteve uma tarde amena de Outono que convidava ao encontro com os amigos ao ar livre, e foram muitos os que ali foram, à volta de cinquenta adultos.

As castanhas estavam bem assadas, descascavam-se facilmente e tinham o sal na medida certa. Na medida certa foram também os aperitivos e as bebidas que entremeavam as conversas animadas e as anedotas que, de quando em quando, faziam soltar solenes gargalhadas.

Toda a gente trabalhou para que o encontro fosse animado e não faltaram os bolinhos e outras especialidades que as alunas e professoras da USAF sabem preparar com muito carinho e esmero.

Os anfitriões desta vez foram a Dª Lucinda e o Sr. Carvalho, que tiveram trabalho redobrado e muita simpatia para com todos, deixamos aqui o agradecimento de toda a USAF.

Sabemos que alguns não puderam participar, por diversas razões, mas para aqueles que estavam adoentados enviamos um abraço muito amigo.

Este é o mérito da USAF, proporcionar convívio e alegria a todos para que a vida seja agradável e haja mais amigos.


Octávio Pereira

quinta-feira, novembro 22, 2007

Abertura Solene do Ano Lectivo 2007/8

USAF- UNIVERSIDADE SENIOR E DO AUTODIDACTA DE FELGUEIRAS
Uma Obra do Rotary Club de Felgueiras

Abertura Solene do Ano Lectivo 2007/8

PROGRAMA

17.30 Recepção dos convidados

17.45 Boas vindas- pelo protocolo e saudação às bandeiras

17.50 Intervenção Presidente do Rotary Club de Felgueiras

18.00 Representantes das Universidades Guimarães, e Vizela ( outras visitantes)

18.10 Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras

18.20 Palestrante (Oração de sapiência)

18.45 Governador Eleito do Distrito Rotário 1970 Henrique Maria Alves

19.00 Encerramento da Sessão — Presidente do Rotary Club de Felgueiras

19. 10 Saída para as Caves da Quinta da Lixa

terça-feira, novembro 20, 2007

USAF reinicia Actividades

USAF reinicia Actividades
A abertura solene do ano lectivo da Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras está agendada para o próximo dia 23, pelas 17 horas, no auditório da Confraria de Santa Quitéria.

Na ocasião será proferida uma "Lição de Sapiência" por um professor universitário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a cerimónia contará com a presença do Governador de Rotary, da presidente da autarquia e de instituições locais. Seguir-se-á um convívio entre os membros da USAF, convidados e família rotária nas Caves da Quinta da Lixa.

As actividades lectivas da USAF iniciaram-se no dia 8 de Outubro de 2007, nas instalações do Rotary (junto à Rádio Felgueiras). Podem ser frequentadas as seguintes actividades: Artes Decorativas, Ioga, Inglês, Direito, Saúde, História Universal, Problemáticas do Mundo Contemporâneo, Novas Tecnologias, Psicologia/Filosofia e Literatura e Cultura PortuguesaAs aulas funcionam de segunda a sexta, das 14h30 às 19 horas e todos os interessados em as frequentar podem inscrever-se.As actividades destinam-se a todos os interessados, principalmente os que já terminaram a sua actividade profissional normal, sem discriminação de qualquer índole económica, cultural ou social.

Os objectivos das universidades séniores passam pela quabra de isolamento, pelo fomento de convívio e amizade entre aqueles que têm mais tempo livre.
in Semanário de Felgueiras, nº 841 de 16 de Novembro de 2007

terça-feira, novembro 06, 2007

Salvador Superstar

Salvador Superstar

Vinte e sete de Outubro foi um dia muito especial para os alunos e professores da USAF. De manhã, o sol a subir no horizonte e a temperatura em curva ascendente convidavam a sair.
Não eram ainda catorze horas, já o grupo partia rumo ao Porto para assistir a dois excepcionais espectáculos.
Pelas quinze horas, no palácio do Freixo, teve lugar a visita a uma magnífica exposição de pintura de Salvador Dali. Tivemos então o ensejo de fruir a arte do génio catalão, do surrealismo ao impressionismo, ao longo do século XX. Para quem não conhecia o cenário, um solar do século XVIII com a chancela de Nicolau Nasoni, o interesse do evento dobrou.
Terminada a visita, todos convergimos para o autocarro. Levantada a âncora, seguimos o Douro pela margem direita, espraiando o olhar naquelas águas mansas com salpicos de prata, sob os raios dourados de um Outono estival. Beleza efémera.
Num ápice, estávamos no centro da Cidade com os Paços do Concelho à nossa frente e escoltados pelo olhar discreto de D. Pedro IV, O Libertador, do alto da sua estátua equestre. Ancorámos então. Ainda tivemos tempo para lanchar em amena cavaqueira. Seguimos depois para o Rivoli, a dois passos, e tomámos o lugar para o Jesus Chrit Superstar. Trata-se de um musical de Filipe La Féria, inspirado no filme homónimo. Foram duas horas magníficas, das dezassete às dezanove, com a assistência, emocionada, a premiar os actores com aturadas salvas de palmas no fim de cada canção.
O regresso a Felgueiras fez-se noite adentro. No autocarro, as expressões que se trocavam só podiam ser de contentamento ao fim de uma tarde em grupo, bem vivida e com uma organização impecável.

Por José Leite

sexta-feira, setembro 28, 2007

A V I S O

U S A F

Informam-se todos os interessados que as actividades lectivas da USAF iniciam-se no próximo dia 8 de Outubro de 2007, pelas 14h30, nas instalações do Rotary (junto à Rádio Felgueiras).


Mais se informa que:

Estão abertas as inscrições para a frequência do Ano Lectivo 2007/2008 nas seguintes actividades:

> Artes Decorativas
> Ioga
> Inglês
> Direito
> Saúde
> História Universal

> Problemáticas do Mundo Contemporâneo
> Novas Tecnologias
> Psicologia/Filosofia
> Literatura e Cultura Portuguesa

É obrigatório frequentar pelo menos três áreas

Destinatários: Todos os interessados, principalmente os que já terminaram a sua actividade profissional normal, sem discriminação de qualquer índole económica, cultural ou social.

Objectivos: Evitar o isolamento, a auto marginalização, promovendo a aquisição, troca actualização de conhecimentos, bem como uma certa actividade intelectual, cultural e social, em suma, proporcionar a todos uma melhor qualidade de vida.

Inscrições: Telm. 967 562 143 (João Silva)
966 521 904 (Lucinda Carvalho)

www.usafelgueiras.blogspot.com

Universidades Seniores:

Um combate à exclusão social


Milhares de pessoas realizam diariamente o sonho de regressar à escola nas quase noventa universidades seniores existentes no nosso país.

Têm ‘universidade’ no nome, mas são bem diferentes das tradicionais instituições de ensino superior como as conhecemos. Para entrar na ‘Universidade Sénior’ não é preciso cumprir provas nacionais, nem é exigida nota de candidatura. Vontade de aprender é o principal requisito. Cerca de 15 mil “alunos” frequentam estas instituições, onde as únicas condições de acesso são ter mais de 50 anos e «vontade de conviver».

Com “propinas” que rondam os 15 euros, nestas universidades não há notas nem exames, e as mais formais possuem, já, o seu próprio traje e, até, dia da recepção ao caloiro. Ninguém é chumbado mas também ninguém passa com distinção. Há sim, o reconhecimento da participação e da frequência. Nesse sentido, tudo é levado muito a sério. Hoje, está provado que um cérebro exercitado mantém a memória ao longo dos anos.

O principal objectivo é combater a exclusão social. Por isso servem para as pessoas saírem de casa e, até, fazerem coisas que nunca tinham feito ou imaginado, sequer, fazer. A sua principal função é incentivar a participação dos seniores em actividades culturais, de cidadania, ensino e lazer, e servem também para divulgar a história, as tradições, as artes…

Na USAF (Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras – a funcionar nas instalações dos Rotários, junto à Rádio) o corpo docente, todo voluntário, quase sempre mais novo que os próprios alunos, ministra as seguintes disciplinas: Língua Inglesa, Problemáticas do Mundo Contemporâneo, Novas Tecnologias, Literatura e Cultura Portuguesa, Filosofia, Psicologia, Saúde, História, Artes Decorativas, Direito, Yoga, etc.

As experiências e as vivências que estas “aulas” propiciam são reciprocamente enriquecedoras e geram um convívio intergeracional extremamente profícuo.

As aulas funcionam de segunda a sexta, das 14h30 às 19 horas e todos os interessados em as frequentar podem inscrever-se.

Nestas universidades a maioria dos alunos ronda os 65 anos, têm apenas o nono ano e três em cada quatro são mulheres. Há alunos com apenas a quarta classe, outros com o sexto ano. Mas também há um grupo de cerca de quinze por cento que têm licenciaturas. O convívio e a alegria de voltar aos bancos da escola são comuns a todos.

As universidades seniores vieram para ficar. Sem fins lucrativos, conheceram na viragem do século um «boom». «Antes de 2001 existiam apenas 18 universidades, hoje são cerca de noventa» segundo explicou Luís Jacob, coordenador da Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS), em declarações ao semanário Tal & Qual.

J Santos Pinho

segunda-feira, setembro 03, 2007

Teste seu vocabulário

Ter um rico e expressivo vocabulário é o desejo de todos, entretanto poucos são os que se dedicam a cultivá-lo. Atualmente, os veículos de comunicação de massa possibilitam a qualquer indivíduo entrar em contato com as novas expressões, as quais enriquecerão o vocabulário e acrescentarão pontos positivos à cultura.

clique abaixo

quinta-feira, julho 05, 2007

ALZHEIMER

LER PARA EVITAR ALZHEIMER

Num artigo da revista da Academia americana de Neurologia, mostra-se que quanto mais os idosos praticam actividades mentalmente estimulantes - como ler jornais ou jogar xadrez - menor é o risco de virem a sofrer da doença de Alzheimer.
O estudo baseou-se na análise de testes cognitivos a mais de 700 pessoas, com cerca de 80 anos, durante cinco anos.

Visão nº747

sábado, junho 23, 2007

Passeio a Braga

Passeio em 30 de Maio de 2007 –BRAGA


Como as férias vão ser grandes

adoramos a farra,

No último dia de aulas

Decidimos ir a Braga.


Cinco minutos de atraso


P'ro carro estacionar


Parece que foi por pouco


Que em terra íamos ficar.


Temíamos a chuva e o frio

Mas o tempo melhorou

lá rumamos contentes


o S.Pedro ajudou


.

A caminho do destino


Como já é habitual,


O senhor Silva falou,


De Braga e seu Historial.



Já perto do Bom Jesus

Parámos para decidir

Qual o meio de transporte

Em que iríamos subir.


As que tinham melhores pernas


Que em Guimarães não ficaram


P'ra fazer cabos de facas,


Quiseram subir a pé


E de elevador, as mais fracas.




Enquanto umas esperavam

Pelas que subiam a pé,

Outras foram ver as vistas

Do Hotel e tomar café.


Após se juntar o grupo


Perto da gruta que havia,


Várias máquinas apostas


P'ra tirar fotografia.




E ao chegar ao Santuário

Já vai mais fotografia,

Toca a arranjar posição

Ao longo da escadaria.


Uma máquina, outra máquina,


Demorou mais um pouquinho


Pois das mãos do professor


Não saía o passarinho.


Entrámos no Santuário

Com bela decoração

E à Senhora do Sameiro

Fizemos nossa Oração.


Há um auditório novo


E há o antigo conservado


Quer por dentro, quer por fora


Tudo muito bem tratado.




Já de novo na cidade

O grupo se dispersou

Às compras ou a ver montras

E sem combinarem nada

Rumou tudo à Lusitana

E depressa se encontrou.


Qual era a especialidade


Afinal todas sabiam


E sem pensarem em dietas


Às "Tíbias" não resistiram.


Depois vem outro episódio

Que algumas fez confusão

Que raio de "frigideiras"

É que elas querem comprar?

Será que não têm em casa

As sertãs para fritar

O bife para o jantar?


De novo no autocarro


Há risota e brincadeiras

E com boa disposição

Lá voltamos p'ra Felgueiras.



Caminhos do verde Minho

Tão frondoso e verdejante

Deram certa nostalgia

De um passado já distante.


É este o resumo e a história


Mesmo sem ser bem contada


Do que pensamos que foi


Uma tarde bem passada.


Maria Carolina

quinta-feira, junho 21, 2007

5ª Exposição Avós e Netos - Participação da USAF

Participação da USAF – Universidade Sénior de Felgueiras – no certame “5ª Exposição Avós E Netos”.

A Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras organizou uma edição da exposição “Avós e Netos”, na Praça da Comunidade Lusíada, desta cidade, durante os dias 10, 11 e 12 de Maio de 2007, que reuniu várias instituições de Solidariedade Social do concelho. A exposição foi feita em “barraquinhas” previamente preparadas para o efeito.

O trabalho foi desenvolvido pelos utentes das diversas instituições.

A USAF, por seu lado, teve uma participação muito activa, mostrando alguns dos trabalhos realizados pelos seus alunos e por alguns professores.

A exposição da USAF foi muito visitada e apreciada com pedidos de esclarecimentos pelos seus visitantes.


João Silva

III ENCONTRO NACIONAL

III ENCONTRO NACIONAL DE UNIVERSIDADES SÉNIORES FUNDADAS PELOS CLUBES ROTÁRIOS


Dia 5 de Maio de 2007, a USAF, fez-se representar num encontro de Universidades Séniores fundadas pelos Clubes Rotários, que este ano foi realizado em Bragança.
Por isso, bem cedo, ao despertar do dia, que se revestia com uma roupagem radiosa e perspectivas de calor, saímos de Felgueiras, em autocarro, com um grupo de 25 elementos entre professores e alunos, e dirigimo-nos para aquela cidade transmontana.
Fomos recebidos no belo Teatro Municipal, pela equipa organizadora da Universidade Sénior de Bragança, que nos esperava com a hospitalidade tão peculiar dos transmontanos, oferecendo-nos um saco que continha uma pasta com um bloco de folhas e caneta para apontamentos. Além disto, vinha também o respectivo programa do encontro, um diploma de participação, revistas alusivas à cidade e dois frasquinhos com mel e compotas da região.
O grande auditório deste teatro estava repleto de participantes de Bragança, Chaves, Felgueiras, Matosinhos, Viseu e Tondela, e a abertura solene fez-se com um espectáculo maravilhoso, em que a Orquestra Sinfónica “Esproanto”, nos deliciou com algumas peças musicais do seu repertório.
Foi um encanto, um sonho inebriante, que nos transportou a um mundo de fantasia! Foi uma doçura! Gostamos!
Seguiu-se uma calorosa sessão de boas-vindas e tomou a palavra o Presidente da Câmara Municipal, o Presidente do Rotary Clube de Bragança, o Governador do Distrito Rotário 1970 e a Directora da Universidade Sénior de Bragança.
Ouvimos também o eloquente Professor Geólogo Doutor Carlos Patrício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que fez uma conferência subordinada ao tema “Mapas Mensais” – “As Diferentes Percepções Do Espaço Transmontano”, que nos deixou boquiabertos pela magnificência do discurso, a par duma singeleza de comunicação.
Após um pequeno intervalo, seguiu-se a apresentação de vivências e projectos das instituições académicas ali representadas.
Finda a parte solene, fomos encaminhados para a cantina do Instituto Politécnico de Bragança, onde nos foi servido o almoço, num convívio fraterno de grande dimensão, precedido por um grupo de Gaiteiros do Conservatório Musical da cidade.
De tarde, não faltou a sessão cultural, com a actuação dos “Caretos de Salsa”; com uma pequena peça intitulada “O puzzle”; “Chuva de Ideias”, pela USAB (Universidade Sénior de Bragança), “Canto Alegre” pela USAF de Chaves; a Tuna da USAV de Viseu com alguns temas exibidos.
Depois de um curto intervalo, actuou de novo, a Tuna Académica da Universidade de Bragança que nos ofereceu um momento de fados e guitarradas cantados brilhantemente por dois antigos alunos da Universidade de Coimbra. Foi lindo!
O grupo coral de Viseu voltou ao palco, muito bem trajados, vestidos com as cores da sua Academia (azul e laranja), finalizando Bragança com o seu grupo coral que pôs toda a plateia em movimento, com uma hilariante paródia.
Encerrou-se o encontro com os agradecimentos e palavras elogiosas a todas as Universidades participantes.
Após o jantar, servido num bom restaurante da cidade, onde também se encontrava o grupo organizador do encontro, fomos dar uma volta de autocarro para conhecer a cidade que é bonita, airosa e limpa e no fim fomos a uma feira de artesanato que ali se realizava onde actuava um animado rancho folclórico.
Regressamos ao hotel, um complexo novo de 4 estrelas – Hotel de Turismo de S. Lázaro, onde pernoitámos. Ali, à noite, tivemos a oportunidade de assistir a uma sessão de tangos argentinos, onde se exibiam alunos de uma escola de dança local, acompanhados por um par argentino, seus professores.
Aproveitando o encontro passamos por algumas localidades de Trás-os-Montes, começando por Miranda do Douro. Como o acesso a esta interessante cidade é difícil, fizemos o percurso por terras espanholas. Já na cidade, apreciámos a Sé, as suas antigas ruas estreitinhas, a panorâmica que se avistava sobre o Rio Douro, os restos duma antiga muralha, etc.
Daqui deslocamo-nos para Mogadouro, apreciando uma paisagem bucólica, com grandes veigas e demos um salto a Ventosela para visitar a antiga capela da Senhora da Boa Morte, com imagens invulgares.
Fomos almoçar ao restaurante a “Lareira” para saborearmos a tradicional posta à mirandesa.
Seguimos pela sinuosa estrada que nos levou a Macedo de Cavaleiros, onde paramos para um pequeno repouso. Aqui, apanhamos a via rápida IP4 até Vila Real, para lancharmos na pastelaria Gomes, mas porque era “Dia da Mãe” estava quase tudo fechado e as que se conservavam abertas tinham o recheio esgotado! Foi a maneira de deixarmos mais depressa Vila Real e regressarmos a Felgueiras, trazendo na mente a linda paisagem transmontana, tão diversificada no seu aspecto orográfico, com novos conhecimentos, quer a nível pessoal, quer a nível cultural, pois cá se diz:

“Aprender até morrer”…



Amélia Noronha