segunda-feira, junho 09, 2008

Misericódia de Felgueiras convidou USAF para a sua Semana Aberta

Decorreu na Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, e por iniciativa desta, entre 30 de Maio e 6 de Junho corrente, uma Semana Aberta, denominada “Encontro de Gerações”. No âmbito desta iniciativa, realizou-se, logo no primeiro dia do evento - entre as 14,30 e as 17,30 h., um Workshop sobre o Envelhecimento e Bem- Estar, no qual a USAF se fez representar pelos alunos Fernanda Mendes e João Silva. Este Workshop foi feito no âmbito de uma parceria entre o Departamento de Psicologia e Educação da Universidade da Beira Interior e a entidade promotora do evento.

Esta sessão específica teve o seguinte programa:

1º - Quadro Temático: “Bem estar na Velhice”.
Este tema foi desenvolvido pela Prof.ª Doutora Marina Afonso, docente na Universidade da Beira Interior, bem como bem como na Academia Sènior da Covilhã. Recordo que a referida Academia Sènior foi a organizadora do VII Encontro das Universidades Séniores, que decorreu no passado dia 11 de Maio na Covilhã, na qual a USAF se fez representar por um bom grupo de alunos e professores.

2º - Quadro Temático:
“Reabilitação Cognitiva na Pessoa Idosa"
Este tema foi desenvolvido pela D.ra Márcia Costa, Psicóloga do Rendimento Social de Inserção.

3.º- Quadro Temático:
"As novas Tecnologias na Terceira Idade”:
Este tema foi desenvolvido pelo Prof. Feliciano Costa, Doutorando em Gerontologia, Terceira Idade e Novas Tecnologias.

4.º- Quadro Temático:
“A Comunicação para os Idosos”:
Este tema foi desenvolvido pelo Prof. Nato Azevedo Doutorando em Gerontologia, Terceira Idade e Comunicação.

Este encontro foi muito positivo, em termos de consciencialização das temáticas abordadas, num mundo cada vez com maior dificuldade de dar respostas ao problemas que afectam a Terceira Idade, dado as sociedades modernas estarem, cada vez mais, a envelhecer.
A USAF agradece o convite que lhe foi dirigido pela Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras.

1 de Junho de 2008
João Silva

quarta-feira, maio 28, 2008

OS SORRISOS

OS SORRISOS

Dois lindos sorrisos, de ar sereno
Marcaram na vida o meu destino.
Um,está comigo e é terreno,
O outro,está no Céu, é Divino.

Nas longas horas, dias de cansaço,
Desta minha longa existência,
Do terreno,recebo um abraço
Do Divino recebo clemência.

Que sorte termos uma vida assim
Com dois sorrisos muito especiais.
Embora saiba que um é finito,

Mas está cá e vai velando por mim,
Com amor carinhoso e zelos tais,
Que se aproxima da Infinito.

Soneto escrito em 20 de maio de 2008
Para a minha esposa ao completar 70 anos
ACNogueira (Aluno da USAF)

Ecos de Abril

Ecos de Abril

Durante a negra noite agrilhoada
Num silêncio fatal, discretamente,
Alimentava a esperança mais dolente:
Sair à rua ao toque da alvorada.

Vi o Sol numa longa madrugada
– Penoso parto em Primavera ardente!
Andei aos ombros na alma desta gente
Das cidades aos campos, em revoada.

Num Portugal de cravos me enleei
Entre delírios loucos – óh vaidade!
Era o sonho dos sonhos que sonhei.

Telúricos arroubos de ansiedade,
Banhando esta Terra que eu beijei,
Ecoam: Li-ber-da-de, Li-ber-da-de…

José Leite

EXPOSIÇÃO DE ARTES

EXPOSIÇÃO DE ARTES

Hoje dia 20 de Maio, pelas 21 horas, realizou-se na Biblioteca Municipal de Felgueiras a sessão solene de abertura de mais uma exposição dos trabalhos de ARTES DECORATIVAS da USAF que foram sendo elaborados pelos alunos ao longo deste ano lectivo.
Deu inicio a esta solenidade o dirigente da USAF Sr. Octávio Pereira que deu as boas vindas a todos os presentes, dando seguidamente a palavra ao presidente do Rotary Club de Felgueiras dr. Ernesto Rodrigues bem como à responsável pela Biblioteca dr.ª Dulce Freitas, em representação da Ex.ma Presidente da Câmara Municipal.
Ambos teceram elogios aos trabalhos apresentados, que na verdade evidenciam a habilidade, o bom gosto, a criatividade e o trabalho árduo tanto dos alunos da USAF como das suas competentes professoras.
A encerrar este evento o sr. Octávio Pereira agradeceu a todos os presentes, incentivando os alunos a continuarem com este amor pela Arte mas sobretudo a manterem esta amizade, este convívio, tão salutar nas nossas idades. Só assim a vida é vivida com alegria e disponibilidade para os outros. Bem haja pelas sua palavras e que muitos anos de vida o mantenham a apoiar esta instituição.

2008-05-20
Fernanda Pantaleão

terça-feira, maio 20, 2008

Património

A uma boa caligrafia
nem a internet resiste:
(clique em cada imagem para ampliar)






Amélia Noronha

segunda-feira, maio 12, 2008

Convívio da USAF (rojoada)

Na sequência dos eventos realizados pela USAF no corrente ano lectivo, será levado a efeito no próximo dia 29 de Maio [quinta-feira], pelas 18 horas, em Sta Marta (freguesia de Caramos), mais um convívio de alunos, professores e familiares.

O convívio terá como base um almoço à base de porco-caseiro (rojões) bem como diversas actividades de lazer e divertimento.

Concurso de Quadras Populares - USAF

A USAF e o Rotary Club de Felgueiras promovem o seu I Concurso de Quadras Populares que é regulado pelo respectivo Regulamento. Todas as quadras deverão referir obrigatoriamente o nome “S. Pedro”, em homenagem ao Padroeiro do nosso concelho. Os trabalhos deverão ser enviados pelo correio ou entregues em mão na sede do Rotary (por cima da Rádio). Serão atribuídos 3 prémios e menções honrosas.


Apelamos à participação nesta homenagem ao nosso Padroeiro.


Consulte o Regulamento do Concurso:


USAF – UNIVERSIDADE SÉNIOR E DO AUTODIDACTA DE FELGUEIRAS
Uma Obra do Rotary Club de Felgueiras


Concurso de Quadras Populares da USAF

REGULAMENTO

Art. 1ª
O Rotary Club de Felgueiras e a USAF-Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras, promovem o seu I Concurso de Quadras Populares, sendo que para poder concorrer é obrigatório aceitar e cumprir o presente Regulamento.
Art. 2º
A inscrição é gratuita e o concurso é aberto a todas as pessoas singulares residentes ou naturais do concelho de Felgueiras, que se exprimam em Português.
Art. 3º
Entende-se por quadra popular a composição poética de quatro versos heptassílabos, de sentido completo, rimando o 1º com o 3º e o 2º com o 4º verso (ABAB).
Art. 4º
Todas as quadras deverão obrigatoriamente referir o nome “S. Pedro”.
Art. 5º
Todos os textos deverão ser inéditos, dactilografados a dois espaços em papel A-4 (ou com letra Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5) numa só face e em quadruplicado.
Art. 6º
Cada concorrente só poderá apresentar até três produções.
Art. 7º
Cada concorrente anexará às suas produções, assinadas só com pseudónimo, um envelope fechado contendo uma folha com: nome completo, idade, morada, contacto telefónico. No exterior deste envelope farão menção exclusivamente do pseudónimo.
Art. 8º
As produções e o envelope contendo a identificação deverão ser colocados, por sua vez, num outro envelope fechado e sem indicação do remetente e enviados pelo correio até 7 de Junho de 2008 (data do carimbo) para:
USAF – Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras
I Concurso de Quadras Populares
Av. Dr. Ribeiro de Magalhães, 925 – 1º Esq.
4610-108 Felgueiras
Os concorrentes, se preferirem, poderão fazer entrega em mão dos envelopes com os seus trabalhos na Sede do Rotary Club de Felgueiras (por cima da Rádio Felgueiras, Rua Dr. Basílio R. Leite de Vasconcelos) de 2ª a 5ª feira, das 14h30 às 17h00, até 7 de Junho de 2008
Art. 9º
O não cumprimento do disposto nos artigos nº2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 implica a não admissão dos trabalhos a concurso.
Art. 10º
A classificação dos trabalhos será atribuição de um júri constituído por pessoas de reconhecida idoneidade e competência, de cujas decisões não haverá recurso, salvo em caso de plágio ou de trabalhos não inéditos, quando devidamente comprovado.
Art. 11º
Não poderão participar neste concurso os membros do Júri nem seus familiares directos.
Art. 12º
O Júri atribuirá três prémios, podendo deixar de atribuir algum se as produções não tiverem qualidade, podendo também atribuir as menções honrosas que julgar merecidas.
Art. 13º
Os trabalhos premiados ficam na posse do Rotary Club de Felgueiras e da USAF, que os utilizará conforme a sua conveniência e interesse. Os trabalhos não premiados poderão ser devolvidos desde que o seu autor os procure pessoalmente (no horário indicado no art. 8º), no prazo de seis meses a contar da data de entrega, findos os quais as entidades organizadoras poderão dispor deles como lhes aprouver.
Art. 14º
A entrega dos prémios será feita no dia de S. Pedro em local e hora a designar, ou na sua impossibilidade em acto solene a realizar pela USAF e Rotary Club de Felgueiras.
Art. 15º
Apenas os concorrentes premiados serão avisados pessoalmente, a fim de tomarem parte na cerimónia de atribuição dos prémios. No entanto, o concurso e os seus resultados serão divulgados na comunicação social do concelho de Felgueiras.
Art. 16º
Qualquer omissão neste Regulamento será resolvida pelo Júri do concurso.

Felgueiras, 10 de Maio de 2008

quarta-feira, abril 16, 2008

PRIMAVERA

Com o pé afasto a cadeira que me impede uma melhor exposição ao sol. Inspiro e respiro este ar primaveril que me enche os pulmões e preenche a alma. Fecho os olhos e espreguiço-me. Uma sensação de agrado e bem-estar percorre-me o dorido corpo inteiro.
O sol quando nasce é para todos! Mas, será mesmo assim? Bom, até porque ainda não tributado, não nos privemos dele, pois então.
Diante do portão passam camionetas com os garotos para a escola. Como sardinha na lata, lá vão, acabrunhados, para mais um dia de clausura. Àqueles desgraçados – mesmo que algum professor lhes falte – alguém se encarregará de lhes sonegar o sol e o ar que me alimentam o corpo e libertam o espírito.
Esta convalescença permitiu-me pausar o frenesim quotidiano e valorizar aquilo que a tirana vida contemporânea – subjugando-nos – não nos permite usufruir.
Mas deixemos os humanos e as suas diatribes perversas e usufruamos do contacto com a natureza.
Levanto-me, estico as pernas e olho em redor: as andorinhas retornam aos seus ninhos no beiral.
Vindos dos telhados da vizinhança voam, sobre a eira, os pombos que vêm pousar sobre a grossa coluna do alpendre. Do alto do tosco granito, enquanto constroem o ninho, pedaços de tudo caem dos seus bicos sobre o vaso da enorme, amarela e caduca azálea.
É a vida que germina. É alegria que volta.
Que azáfama a renovação da natureza! Esvoaçam esbaforidas as rolas que, das despontadas vides, vêm – no pinheiro do meu jardim – procriar perante a mais completa indiferença de melros e pardais que debicam na relva.
Até que repente tudo voa em turbilhão quando – vindos do canil – os desauridos cães cruzam os relvados tudo tentando abocanhar.
Sinto-me vivo. Entro em casa e muito lentamente saboreio um chá de camomila.
Adoro a minha casa.
J Santos Pinho

sexta-feira, abril 11, 2008

USAF em convívio

Pelas dez horas da manhã
Uma equipa de trabalhadores
Deu início à cozinhada
para muitos e bons comedores

Foi a três do mês de Março
Sábado, na quinta das Infantas
Começou trabalho para os dentes
E molho para as gargantas

Febras grelhadas e
Arroz de feijão e de hortos
Estava tudo tão apetitoso

Com doces, broa e vinho que até
Fazia de caminhos direitos
íngremes, sinuosos e tortos.

ACNogueira
08/03/2008


Convívio da Usaf

Unidos num espírito de convívio

Houve mais uma aula de anatomia
Enquanto o Sr. Dr. Rocha cozinhava
Havia sempre alguém que comia

Sempre bem apaladado estava o arroz
Feito com carinho pelas senhoras
mas não admira, porque em cozinhados
E doces são já todas doutoras

Assim se comeu e bebeu bem
Em ambiente muito agradável
Servido por e em casa de gente amável

Fez-se de seguida um passeio
Para quem quis andar
mas parte das senhoras ficaram a descansar

Convívio Aula de anatomia
em 08/03/2008

ACNogueira

domingo, março 23, 2008

Eventos Gastronómicos na USAF- O porco caseiro










Tal como temos vindo orgulhosamente a anunciar, a USAF celebrou, no passado dia 8 de Março, no afamado dia da mulher, um convívio em honra e homenagem à carne de porco caseira e aos produtos confeccionados à base de carne de porco.
O encontro aconteceu na QUINTA DAS INFANTAS, situada no concelho de Guimarães, gentilmente cedida pelo seu proprietário, senhor Meira. Do grandioso repasto constaram as inevitáveis e suculentas fêveras de porco caseiro, grelhadas na brasa, acompanhadas de um belo e fugidio arroz de feijão bem como um colorido arroz de grelos. Para terminar, além das deleitosas sobremesas, foi servido um magnífico caldo verde acompanhado de um sadio presunto, tudo de origem comprovadamente caseira. Não esquecer o maravilhoso vinho oferecido pelo senhor Meira, bem como os magníficos vinhos levados por alguns dos nossos alunos.
A preparação da festa começou bem cedo, com a deslocação para a Quinta das Infantas, de uma pequena equipa de alunos, acompanhados pela indispensável cozinheira, para que nada falhasse na a recepção dos convidados que começaram a chegar por volta das 12.30 h.
Como é de adivinhar, a boa disposição foi uma constante durante todo o encontro: todos se divertiram e, no final, todos receberam de bom agrado uma saudável caminhada pela floresta circundante, na pista de cicloturismo (Fafe – Guimarães) que cruza a localidade, facilitando assim uma boa digestão.
Já próximo da despedida (cerca das 18 h), todos regressaram a casa em sorriso, desejando que o próximo convívio aconteça muito em breve.
Segundo os nossos planos e para adoçar o apetite, o próximo encontro (o segundo deste ano) irá constar de uma saborosa rojoada à moda do Minho. Do terceiro convívio constarão as “miudezas” do porco que darão origem a uma saborosa “feijoada”.
A USAF agradece a simpatia e empenho com que o casal Meira recebeu a nossa comitiva.
Até ao próximo banquete!

João Silva

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Visita de Estudo da USAF á Marinha Grande no dia 09-02-2008


Conforme indicações, o autocarro deveria sair da Central de Camionagem ás 07h 45m, mas só saiu ás 07h50m. No entanto teve que parar na Av. Dr. Leonardo Coimbra para entrarem mais alunos, o que motivou uma espera e a saída acabou por se dar na realidade ás 08h05m.
A chegada á área de serviço da Mealhada aconteceu ás 09h45m, e o pequeno-almoço e a casa de banho motivaram uma paragem de 15m.
Reposta a marcha, o aluno Sr. João Silva, teceu um longo e explicito rol de datas e acontecimentos que marcaram a história do Castelo de Leiria e da sua relevância na cidade, bem como seus costumes, usos e suas gentes. Fomos acompanhados pelo Sr. Vítor Gonçalves do Rotary Club de Leiria.
Chegados ao parque de estacionamento, junto do Castelo ás 11h02m, iniciou-se a visita já com a presença de Vítor Gonçalves e quase a totalidade dos alunos, ficando apenas alguns junto do autocarro por dificuldades de subir.
O castelo transmitiu-nos o quanto têm de conhecimentos e vivência de tempos idos.
Iniciamos então a viagem para a Marinha Grande às 11h 52m, para visitar a fábrica de vidro que também havia sido mencionado pelo Sr. João Silva e dela havia tecido merecidos louvores. Assistimos á moldagem do vidro pelos técnicos da fábrica e deliciamo-nos com obras-primas saídas das mãos dos trabalhadores que se encontravam expostas para venda. Seguimos para o almoço ás 12h40m, que foi muito bem servido no restaurante em cinco mesas redondas, onde fomos acompanhados pela senhora Dª Anisabel, Gabriel Roldão, Aurélio Ferreira e respectivos cônjuges sócios do Rotary Club da Marinha Grande.
Ás 14h40m, partimos para um visita ao Pinhal de Leiria ( Marinha Grande), cuja descrição pormenorizada de árvores e utilidades de outrora e hoje que nos foi prestada.
Passamos por S. Pedro de Moel, tendo-nos sido contada a sua história e dos seus habitantes, que são cerca de trezentos no Inverno, mas chegam a ultrapassar os dez mil no verão. Os piqueniques na quinta-feira Santa fazem parte da cultura destas gentes. Os pinheiros serpentes (retorcidos) são assim chamados porque se enrolam no chão para aguentarem a força do vento e evitar a destruição das dunas. Também ficamos a saber que há prospecção de poços de petróleo nesta zona, e que em tempos parece ter existido ursos nestas bandas, segundo uma pedra aqui encontrada e actualmente no Museu em Coimbra.
Chegados a Alcobaça às 16h30m, fizemos uma visita á igreja do mosteiro, ficando o resto por visitar porque infelizmente fechou quando nos preparávamos para entrar. Deixamos aqui o nosso protesto pois entendemos que os Museus e outros, deviam ter um horário mais alongado e com abertura ao Domingo para serem mais visitados.
Com algumas idas ao lanche e depois dos perdidos terem sido achados partimos ás 17h50m
A ceia foi servida a quem quis na zona da Bairrada e o repasto tinha de ser Leitão, no restaurante Típico da Bairrada.

Chegamos a Felgueiras pelas 23h.



António Coelho Nogueira

Aula de Saúde na Casa do Povo da Longra




Os médicos Dr. António Rocha e a Dr.ª Maria de Lourdes Peixoto, ambos professores da USAF – Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras, deram, no passado dia 12 deste mês, uma Aula de Saúde, sob o tema das doenças cardiovasculares, “A Hipotensão Arterial”.
Desta vez, o local da sessão foi o Salão Nobre da Casa do Povo da Longra, na Vila da Longra, cuja Direcção se empenhou para que este evento se realizasse, com o firme propósito de levar às pessoas da localidade uma melhor qualidade de vida, mercê de uma filosofia de cuidados médicos preventivos.

Nesta sessão, para além dos representantes e de alguns alunos da USAF, bem como dos dirigentes da Casa do Povo, estiveram presentes cerca de 30 pessoas, naquele dia, de tarde, numa que é uma localidade pacata e cuja população activa encontra-se ocupada.
Duas enfermeiras do Centro de Saúde da Vila da Longra apoiaram os médicos da USAF, nesta missão de voluntariado, nomeadamente na medição das tensões arteriais. Para além disso, os médicos foram bastante elucidativos no seu discurso sobre o tema abordado.
João Silva

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Soneto

Unanimar o conhecimento
deve ser tarefa verdadeira.
Mesmo já no envelhecimento
devemos ser alunos de primeira.


Saber não ocupa lugar,
diz o povo e com razão.
Mesmo os seniores, podem andar
com muitos livros de mão em mão.


Assim e, para aprender bem
os Rot´arios de Felgueiras tem
uma Universidade com bom staff.


Faça-se aluno com frequência
e, com amor, alma e paciência
faça a sua matricula na USAF.



António Coelho Nogueira
30/01/2008

Aula de Saúde na Casa do Povo da Longra | Terça-feira, pelas 16 horas


Os médicos felgueirenses Dr. António Rocha e a Dr.ª Maria de Lourdes Peixoto, ambos professores da USAF – Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras, vão dar uma aula de saúde, denominada “Acção de Educação para a Saúde”, na Casa do Povo da Longra, na próxima terça-feira, dia 12, pelas 16 horas, para um público alvo daquela região do concelho, pelo menos, acima dos 40 anos de idade, sendo a temática dessa aula “Hipertensão e seu Controlo”.

domingo, janeiro 27, 2008

DILIGÊNCIAS GASTRONÓMICAS DA USAF

DILIGÊNCIAS GASTRONÓMICAS DA USAF

A “matança do porco”, tal como em todo o País, é uma tradição ancestral no concelho de Felgueiras. Hoje, como nos tempos de antanho, este evento, que não deixa de ser também um momento festivo, decorre no Inverno.
As famílias rurais fazem, assim, a festa, em pleno convívio com os seus parentes, amigos e com a vizinhança, cujo repasto consiste na muito apreciada rojoada e, em certas partes do País, acompanhadas de papas de sarrabulho.

Depois deste repasto/convívio, as famílias, para além de usufruírem do consumo de carne fresca, aproveitam todas as partes do animal para o processo de conservação da parte restante, para todo o ano, através da salga e do fumeiro.

A USAF, procurando integrar-se nesta tradição, nos últimos anos, tem promovido, para os seus próprios alunos, diversos eventos integrados nesta tradição, nomeadamente uma rojoada, bem como outros petiscos à base de carne de porco.

Assim sendo, no passado dia 15 de Janeiro, pelas 16 horas, uma delegação da USAF (composta pelo Dr. António Rocha, Octávio Pereira, Fernanda Mendes e João Silva), dirigiram-se, debaixo de fortes chuvadas, ao concelho de Lousada, onde os aguardava o senhor Vitorino, criador e matador do respectivo porco, a fim de proceder à desmancha do animal, uma vez que já estava morto.

Como sempre, foi um trabalho árduo que coube ao senhor Vitorino e à D. Fernanda. Esta operação requer muita experiência para não desperdiçar nenhum pedaço. Há que separar cada parte do suíno segundo a respectiva finalidade: rojões, fêveras (para grelhar), carne (para “cozido” e para feijoada). Refeições estas que ainda vão ser programadas. Os restantes elementos apenas prestaram algum apoio logístico, nomeadamente provando umas fêveras assadas pelo Dr. Rocha na lareira do Sr. Vitorino. Como constataram que a carne era óptima, o Dr. Rocha, sendo médico fez as honras de veterinário, pois, dados os seus conhecimentos científicos (mais, essencialmente, gastronómicos), ordenou que a mesma pode ser consumida nos eventos da USAF durante todo o ano lectivo.

“Esquartejado” o porco e ordenada a respectiva carne em embalagens separadas (conforme os desígnios do Sr.” veterinário”), a tão distinta delegação regressou a Felgueiras por volta das 22 horas, a fim de acondicionar o produto carnívoro em arcas frigoríficas.

Brevemente, serão marcadas as datas dos acontecimentos gastronómicos onde irão ser servidos os deliciosos pratos à base de porco caseiro, que, com certeza, vão ser do inteiro agrado dos participantes.

Felgueiras, 26 de Janeiro de 2008.
João Silva

sábado, dezembro 29, 2007

CONTO DE NATAL


A tia Antónia vivia só, na casa de pedra que herdara dos pais. Nela vivera anos felizes em companhia do marido e ali criaram os cinco filhos que Deus lhes dera. As paredes grossas protegiam-na da chuva e do vento, mas o telhado de telha vã deixava entrar o frio deste mês de Dezembro e se não fosse o lume morreria enregelada. Este era o seu maior receio, morrer de frio.
Os filhos havia muito que tinham deixado a aldeia, em busca de melhor vida, uns andavam por França e outros tinham ido para o Brasil, nos anos cinquenta, já o marido tinha falecido.
Os anos pesavam, já passara dos noventa, por isso desde que começaram as chuvas não saíra mais de casa. Tinha um desejo tão forte de ir à missa do galo na noite de consoada, que até andava apoquentada, por não encontrar maneira de o realizar. Já havia mais de três anos que não ia àquela missa.
A igreja era no outro extremo da aldeia e as pernas não ajudavam, sobretudo agora com aquelas artroses nos joelhos e a ciática que lhe apanhava a perna direita e as costas. Depois era o frio que repassava tudo, e se nevasse como diziam para aí, então é que nem pensar em sair de casa, mais a mais à noite.




Se ao menos um dos filhos viesse passar o Natal, ainda podia esperar que a levassem aquela missa, mas as cartas que mandaram não lhe davam qualquer esperança. – Se calhar vou morrer sem ir pela última vez à Missa do Galo – dizia baixinho.
Tinha feito umas filhóses e cozera o polvo com a tronchuda e batatas. 0 pote de ferro ainda estava a fumegar encostado ao cepo de carvalho, que crepitava na lareira. Estendeu a toalha de linho, pôs a mesa e encheu um sopito de vinho tinto para acompanhar as couves e o polvo com batatas. Mas antes rezou por todos os necessitados e pelos seus, pediu ao Menino Jesus que lhe trouxesse os filhos e os netos. Por fim que a ajudasse a ir à Missa do Galo.
Pareceu-lhe que ia dormitar, sentiu um enorme bem-estar, mas de repente viu o padre Caseiro virar-se para o povo e dizer"Dominus vobiscum" 'A Igreja estava cheia, estavam lá todos, bem agasalhados e ela nem sentia frio. Ouvia cantar o "Adeste Fideles", mas eram vozes tão lindas que não pareciam do coro da aldeia. Sentia-se tão quentinha e era tudo tão bonito que não lhe apeteceu acordar.
No dia de Natal, pela manhã, uma das vizinhas foi encontrar o seu corpo, já frio, sentada no seu banquinho, com a mesa posta, o lume acesso e os olhos fechados. A tia Antónia tinha ido à Missa do Galo e não lhe apeteceu voltar.


Felgueiras, 20 de Novembro de 2007

OCTÁVIO PEREIRA
RC FELGUEIRAS

sexta-feira, dezembro 28, 2007

DESAFIO PARA 2008

DESAFIO PARA 2008
Deste ano que vai chegando ao fim podemos, com certeza, fazer um balanço muito positivo.
De facto, as iniciativas marcantes que a USAF foi promovendo contribuíram para o enriquecimento daqueles que, não se tendo deixado abater pelo peso da idade, continuam a procurar aprender mais, partilhar mais, conviver mais… no fundo, somar qualidade de vida e alegria à sucessão de acontecimentos que fazem parte do seu viver.
Por isso mesmo se pode reconhecer que a ocupação lúdica e a convivência sadia são as grandes dinâmicas que tem presidido à concepção e à dinamização das actividades propostas, entre elas as aulas, os convívios e as visitas de estudo culturais. No fundo, algumas das melhores formas de se ocupar o possível vazio que resulta do esbatimento total da actividade profissional e da realização de se ter “os filhos criados e orientados”.
E melhor teria sido se mais pessoas tivessem abraçado este projecto de formação e de enriquecimento pessoal e social, pondo de lado o comodismo compreensível que resulta das rotinas diárias e ousando demonstrar que a “terceira idade” não é uma fase decrescente na história pessoal, mas antes um tempo de continuidade das experiências que nos realizam como pessoas.
Aliás, creio mesmo que este poderá ser o nosso grande desafio para 2008: aumentar o número daqueles que frequentam a Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras. Mas como o podemos realizar? Acima de tudo, tentando contagiar com a nossa satisfação os familiares e conhecidos que já terminaram a sua actividade profissional, em especial os que se reformaram há pouco tempo e se sentem confrontados com a necessidade de aproveitarem da melhor maneira o seu tempo livre (e que às vezes, paradoxalmente, parece ser em demasia). Complementarmente, desenvolvendo os esforços possíveis no sentido de estabelecer parcerias com outras instituições, que sem sombras de dúvida poderão ser uma mais-valia preciosa.
Para que sejamos mais, com tudo o que de bom isso representa em termos da partilha de experiências e de bem-querer. O que será, por certo, um desígnio para uma vida melhor.
Por último, na qualidade de Presidente da Associação de Estudantes da USAF, permito-me desejar a todos os alunos e professores um Bom Ano Novo, não esquecendo o Rotary Clube de Felgueiras, na pessoa do Sr. Octávio Pereira, bem como de outros dirigentes, cujo apoio tem sido imprescindível na continuação deste Projecto tão significativo para a Comunidade Felgueirense.

28 de Dezembro de 2007

João Silva

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Abertura solene da USAF do ano lectivo 2007/2008

Aspecto da Mesa:
Contra a tentação de quem quer desmotivá-la a Universidade Sénior de Felgueiras continua bem viva! E para amostra que assim é, basta referir a festa que ocorreu no dia 23 de Novembro, para celebrar a abertura solene do ano lectivo 2007/2008.
Assim, com toda a pompa e circunstância, as portas do Centro Pastoral João Paulo II, em Santa Quitéria, abriram-se às 17 horas, para dar início à sessão solene deste evento.
A cerimónia, bastante participada, pelo corpo docente, alunos e convidados da USAF, começou com as palavras de boas-vindas, proferidos pelo Director Executivo Sr. Octávio Pereira, que saudou, além dos participantes, a mesa, composta pelo Governador do Distrito Rotário dr. Henrique Maria Alves, pelo Director Pedagógico da USAF Professor Doutor Torres Moreira, pela presidente da Câmara dra. Fátima Felgueiras, pelo presidente do Rotary Club, dr. Ernesto Rodrigues e pelo presidente da Associação de Estudantes João Silva.
Usaram da palavra, entre outros, o presidente do Rotary, a presidente da Câmara, o Governador Rotário e uma representante da Universidade Sénior de Celorico de Basto, prof. Palmira Castro, terminando os discursos com a excelente lição de sapiência proferida pelo Director Pedagógico e professor da universidade de Vila Real (UTAD) doutor Torres Moreira. O tema abordado foi”Globalização e Cultura Portuguesa”.

Com a eloquência que lhe é peculiar, referiu a opinião de diversos autores sobre a globalização, clarificou as vantagens e desvantagens deste conceito, salientando a importância de se manter uma identidade nacional, regional e local. Apresentou uma brilhante retrospectiva de todo o processo, focando momentos históricos, exemplificativos da abertura aos países com os quais estabelecemos relações de cooperação. Terminou reforçando a ideia de manter “vivos” valores culturais, caracterizadores do passado e do presente, como forma de continuar a identidade do povo português.

Finda esta sessão solene, foi servido nas caves da quinta da Lixa um jantar, que culminou com a parte recreativa, abrilhantada por fados e guitarradas, declamações de poesia, danças de salão bem como a actuação da Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto, que foi transmitindo aos presentes a sua juventude e contagiante boa disposição, a qual se foi estendendo pela noite dentro.
Parabéns a todos, a USAF vai continuar…






Amélia Noronha

Magusto de S. Martinho

Há sempre uma razão para convívio na USAF, desta vez foram umas castanhas em vésperas de S. Martinho.

Esteve uma tarde amena de Outono que convidava ao encontro com os amigos ao ar livre, e foram muitos os que ali foram, à volta de cinquenta adultos.

As castanhas estavam bem assadas, descascavam-se facilmente e tinham o sal na medida certa. Na medida certa foram também os aperitivos e as bebidas que entremeavam as conversas animadas e as anedotas que, de quando em quando, faziam soltar solenes gargalhadas.

Toda a gente trabalhou para que o encontro fosse animado e não faltaram os bolinhos e outras especialidades que as alunas e professoras da USAF sabem preparar com muito carinho e esmero.

Os anfitriões desta vez foram a Dª Lucinda e o Sr. Carvalho, que tiveram trabalho redobrado e muita simpatia para com todos, deixamos aqui o agradecimento de toda a USAF.

Sabemos que alguns não puderam participar, por diversas razões, mas para aqueles que estavam adoentados enviamos um abraço muito amigo.

Este é o mérito da USAF, proporcionar convívio e alegria a todos para que a vida seja agradável e haja mais amigos.


Octávio Pereira