domingo, maio 05, 2013

A Educação pela Arte


Sala cheia na USAF para ouvir e interagir, com o ilustre palestrante professor doutor Nuno Higino, a propósito da temática «A educação pela arte».
Fascinado pela obra de Álvaro Siza Vieira, Nuno Higino, tornou-se mais conhecido do grande público quando, enquanto padre da paróquia, acompanhou o projeto para a igreja de Santa Maria do Marco de Canaveses que foi encomendado, em 1990 pela sua diocese, ao referido arquiteto.

      

 
Numa interessante abordagem, e a partir das suas vivências, perspetivou - para um público heterogéneo – os conceitos de artes e dos processos criativos associados.
Talvez menos divulgada e por isso mesmo conhecida é a sua obra literária em prosa e poesia. De uma das suas editoras transcrevemos uma pequena, mas marcante, biografia que se enquadra no espírito da «Coisa» que pretendemos divulgar:
Nuno Higino nasceu em 16/07/1960, em Sendim (Felgueiras), uma aldeia atravessada por uma estrada de terra batida com um largo. A sua infância foi marcada pela presença constante das árvores, dos campos, do rio e da Lua e animada pelos jogos de futebol no largo com os companheiros de brincadeira. Após a escola primária, entra para o Seminário onde aprendeu a liberdade, a tolerância e a disciplina e descobriu o que era a resistência à ditadura; frequentou o Liceu Rodrigues de Freitas, em pleno PREC, e olhou para Portugal como uma nascente de esperança. Terminou os estudos teológicos em 1984, passando a lecionar no Seminário do Bom Pastor (Ermesinde), onde permaneceu quatro anos; desencantado com o modelo de educação, sai e é nomeado pároco em Marco de Canaveses. Aqui viveu treze anos, marcados por uma atividade intensa e apaixonada em que o acompanhamento da construção da Igreja de Santa Maria, projetada por Álvaro Siza, foi marcante. Um grande desgaste com a hierarquia e com o contexto sociopolítico leva-o, em 2001, a partir para Madrid, onde termina a licenciatura em Filosofia e, em 2007, conclui o doutoramento no domínio da Filosofia Crítica e Estética. Entretanto, em 2005, renuncia ao ministério ordenado e regressa ao estado laical. 
Sempre escreveu poesia na adolescência e na juventude e o cheiro a livros nunca o abandonou. Durante a sua permanência em Marco de Canaveses escreveu histórias e poemas para as crianças que frequentavam a catequese. Escrever tornou-se um hábito tão regular como, pela manhã, beber o café e passar os olhos pelo jornal ou fazer pequenos trabalhos agrícolas e conviver com os amigos.
As vivências das coisas simples e belas, a fruição da Natureza em toda a sua pujança, a capacidade de redescobrir o encanto da luz diáfana do luar alimentam, neste autor, uma enorme força telúrica que lhe permite captar o outro lado das coisas, os ritmos e os tons que passam despercebidos a um olhar pouco atento. Os frutos, as crianças, os insetos, os pássaros e outros pequenos animais protagonizam histórias ou dão corpo a poemas que estimulam a imaginação da criança e tocam os adultos que ainda não perderam a capacidade de encantamento. Nos seus livros encontramos uma escrita originalíssima que surpreende o leitor pela pureza e autenticidade dos textos.
Desde outubro de 2001 encontra-se em Madrid onde estuda Filosofia Estética na Universid Pontificia Comillas (Madrid), e desenvolve uma investigação sobre "O olhar, o espaço e a arquitetura. O processo criativo de Álvaro Siza a partir da Fenomenologia".

sábado, maio 04, 2013

VISITA À AGRO 2013

          A Universidade Sénior de Felgueiras, dia 13 de abril deslocou-se  à cidade de Braga para visitar a 46ª Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, pois considera-se que a agricultura é o caminho do futuro.
Esta feira teve lugar no Parque de Exposições de Braga que abriu ao público de 11 a 13 de abril.
Ali se encontravam expostas várias tendas cada qual com os seus sabores regionais, quer de enchidos, de fumados, com iguarias variadas e de diversos pontos do País com produtos de alta qualidade e de sabores diferentes, que nós visitantes, íamos provando e petiscando!
No recinto da Grande Nave era feito o concurso nacional de raças bovinas como a  arouquesa, a barrosã, a maronesa etc.
Foi uma tarde divertida e diferente, das muitas que a USAF vai oferecendo aos seus alunos.
Amélia Noronha

sexta-feira, abril 26, 2013

VISITA A AROUCA

            Este passeio aconteceu num dia lindo de sábado, 20 de abril de 2013, organizado pela USAF.
Esperava-nos um companheiro rotário que gentilmente nos conduziu ao grandioso Mosteiro de Arouca, do séc. X e fora habitado por religiosas. Fora doado mais tarde à beata Mafalda por seu pai D. Sancho I. Contém uma Igreja lindíssima que visitamos ao pormenor.
Depois passamos pela capela da Misericórdia de estilo maneirista com quadros pintados com cenas bíblicas da paixão de Cristo.
O almoço foi servido pelo típico restaurante Quinha da Quinta onde nos serviram um conjunto de iguarias da região de Arouca salientando a saborosa posta na brasa de bovinos raça arouquesa. E como sobremesa não faltaram os doces conventuais e o pão-de-ló húmido.
Terminado o repasto, a sesta fez-se no autocarro que nos conduziu à bela serra da Freita que nos oferece paisagens deslumbrantes, tendo como expoente máximo o monte da Senhora da Mó onde se ergue a sua capelinha. Dali se observa uma soberba vista panorâmica.
Pelo caminho apreciamos as quedas de água do rio Caima, as mais altas de Portugal Continental formadas devido à erosão diferencial de duas rochas distintas: o granito e xisto.
É nesta serra que se encontra o Arouca Geopark que assenta sobre xistos e granitos e é conhecido pelo seu património geológico.
Na zona xistosa conhecemos o local chamado Canelas, onde existe o Centro de Interpretação Geológico e o seu museu com uma coleção de fósseis, sendo-nos dado a conhecer, através dum filme o historial dos seres vivos marinhos de há 466 milhões de anos e cujos fósseis aparecem estampados nas ardósias encontrados…os trilobites. Apareceram nesta região pela explosão da Terra espalhando-se por várias regiões.
Depois fomos levados ao outro lado da serra para conhecermos, in locus, as famosas Pedras Parideiras da Castanheira cujas rochas graníticas apresentam uns nódulos escuros que se vão destacando da rocha mãe. É um fenómeno de granitização único no País e raro no mundo!
Regressamos a Felgueiras mais ricos pelos conhecimentos e experiências vividas perante estes fenómenos da Natureza.
Amélia Noronha 


domingo, abril 21, 2013

HORA DO CONTO

A USAF,  pelo terceiro ano consecutivo, levou  a  efeito a atividade "Hora do Conto",  em diversas escolas do ensino básico e jardins de infância do concelho de Felgueiras.
As escolas contempladas foram as seguintes:
Jardins de Infância de Varziela, de Margaride (Centro Escolar) e de S.ta Luzia-Lagares.
Turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Básico  do Centro Escolar de Margaride, de Varziela, de Felgueiras (sede) , Centro escolar de Margaride e, finalmente, Santa Luzia e Agra, em Lagares.
Esta atividade decorreu desde o dia 5 de fevereiro até ao dia 19 de março . O conto selecionado  para este ano foi o " Sapatinho Vermelho" acompanhado por alguns elementos da Tuna da USAF.
Esta atividade foi muito apreciada por todos os alunos e professores.

quinta-feira, março 21, 2013

CONVÍVIO GASTRONÓMICO

No passado dia 16 de Março, um grupo de alunos e professores da USAF deslocaram a Sever do Vouga, para além de uma visita cultural, saborear a especialidade da região e da época, a famosa  lampreia.
 
Partimos de Felgueiras, pelas 8 horas, em autocarro privativo, tendo parado em Oliveira de Azeméis,  para o pequeno almoço e uma breve visita panorâmica à cidade. De seguida, continuámos a viagem, tendo parado para apreciar a pitoresca paisagem, bem como as soberbas cataratas de  Cabreia.
Após o delicioso almoço de arroz de lampreia, fizemos uma caminhada pelo Parque de Sever do Vouga.
Antes do regresso, dirigimo-nos a uma zona arqueológica onde visitamos uma Anta de grandes dimensões.
Finalmente, retomamos a viagem de regresso a Felgueiras, cantando toda a viagem animadas canções populares, todos bem dispostos por volta das 19 horas.

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

 
No passado dia 15 de Março, pelas 21 horas, foi inaugurada a exposição de  pintura dos artistas amadores felgueirenses convidados, incluindo os alunos  da disciplina de Artes Decorativas, da USAF.
Além dos trabalhos expostos na Casa das Artes, foram também expostos outros em diversas instituições bancárias da cidade de Felgueiras. Esta exposição estará patente ao publico, na Casa das Artes, durante 60 dias e nas agências bancárias, por trinta dias.
A sessão de abertura desta exposição decorreu com a presença de diversos convidados, nomeadamente os artistas e seus familiares e amigos, bem como o senhor vice-presidente da Câmara Municipal de Felgueiras dr João Sousa e do presidente do Rotary Club de Felgueiras, prof. José Cruz, que proferiram palavras de circunstância.
Finalmente, foi feita uma singela homenagem ao artista recentemente falecido, Arnaldo de Sousa Pinto, terminando com a atuação da tuna da USAF e servido  um "Verde de Honra" .

AULA DE ARTESANATO

No passado dia 7 de Março, pelas 14,30, os alunos da USAF tiveram oportunidade de assistir a uma  aula  de recuperação e restauro de diversas peças antigas, utensílios e maquinaria de uso doméstico dos nossos antepassados.
Esta aula foi orientada pelo artesão felgueirense senhor Alves a qual constou da apresentação de diversas peças recuperadas e não recuperadas, como por exemplo, balanças e candeeiros de diversos tipos e modelos. Mais apresentou uma projeção de fotos de variadas peças antigas que muito agradarem aos presentes .

quinta-feira, março 07, 2013

VISITA PASTORAL

No passado dia 28 de fevereiro, a  USAF recebeu a visita de Sua Ex.ª Reverendíssima o Senhor D. António Taipa, Bispo Auxiliar do Porto..
Estiveram presentes os alunos e professores da USAF , bem como alguns membros do Rotary.
A apresentação e as boas-vindas do senhor Bispo foram da responsabilidade do presidente do Rotary Club.
Em seguida, o presidente passou a palavra ao diretor pedagógico prof. Gaspar Martins, que apresentou um resumo do funcionamento da USAF. 
 Logo de seguida, o senhor Bispo usou da palavra ,agradecendo o convite, e mostrando-se muito agradado pela visita e pela informação como funciona uma universidade sénior, pois era  a primeira vez que visitava uma universidade sénior.
  Alguns participantes  apresentaram  questões, às quais amavelmente respondeu.  Uma  questão relacionava-se com a  Fé. O senhor Bispo desenvolveu este tema pelo facto de presentemente se comemorar o Ano da Fé.
O presidente do Rotary, prof. José Cruz, encerrou a reunião, agradecendo a todos os presentes, bem como ao senhor Bispo pela sua visita.



segunda-feira, fevereiro 18, 2013

TEIXEIRA DE PASCOAES


No passado dia 31 de Janeiro, pelas 14,30, uma delegação da Universidade Sénior de Amarante composta pelo seu diretor Nuno Queirós e pelo professor António Patrício, deslocou-se à Universidade Sénior de Felgueiras.
Esta visita integrou-se num intercâmbio entre universidades seniores, com a finalidade de promover uma troca de experiências e conhecimentos. O professor da Universidade de Amarante, António Patrício, proferiu uma palestra subordinada a Teixeira de Pascoais,  poeta amarantino, mais propriamente sobre o seu livro “ A Arte de Ser Português”.  Finalmente, além de um pequeno convívio, foi servido pela comissão de alunos da USAF um delicioso lanche.
Oportunamente, a USAF far-se-á representar na Universidade de Amarante com uma iniciativa semelhante.
Apresentamos, de seguida, um resumo da referida palestra:
Teixeira de Pascoaes
e a
Arte de Ser Português
              
            Por: António Patrício (resumo da dissertação)


Não foi a vaidade que ditou as palavras deste ligeiro prefácio, mas um desejo sincero de me tornar útil à minha terra.
A ideia aí fica, ficando-me também a tristeza de não a ver frutificar”
                                                                                                                                    T. de Pascoaes


Termina o prefácio com estas palavras que só os verdadeiros homens têm capacidade, discernimento e coragem para dizer. O seu saber e o seu conhecimento profundo das coisas e a forma de ajuizar dos seus iguais e, quiçá, a consciência de como era entendido nos meios decisores – leia-se poder central ou colmeia lisbonense – levou-o a concluir fria e desmesuradamente.
Podemos entreler, livres que somos de pensar, que Teixeira de Pascoaes sabia de fonte segura que nem em vida nem em morte estes propósitos seriam ou mereciam as atenções dos responsáveis pela pasta da governação. Pascoaes viveu num tempo verdadeiramente revolucionário quer na exigência sócio-cultural, quer no espírito e na necessidade de ser verdadeiramente Português.
Despe-se de vaidades e preciosismos quando veste a jaleca de cidadão comum que, acima de tudo, ama a sua terra, Portugal, e o que faz fá-lo por entender ser útil e exequível.
Para Teixeira de Pascoaes ser português é uma arte, uma arte de superior qualidade, digna de cultura e, por conseguinte, de alcance nacional.
Exorta ao professores a ensinar como quem faz uma escultura, de modo a fazerem sobressair os traços da Raça Lusíada “projectando-se em lembranças no passado e em esperança e desejo de futuro”.
Define-nos o que entende por Raça e classifica de “maior erro “ a tendência de substituirmos as nossas qualidades, muito próprias, pelas que outros povos possuam mesmo que muito as admiremos “não troquemos a nossa figura pela máscara importada. Ao sentido siamesco da imitação, oponhamos o espírito da iniciativa criadora”.
O idealismo referido, tantas vezes, por Pascoaes é saudoso pois é animado de esperança e de lembrança e, ao mesmo tempo, religioso e popular e anti-intelectual uma vez que as ideias consideradas em si esterilizam-se.
Quando Pascoaes escreveu este pequeno livro escreveu-o como um poeta que não queria ser e, simultaneamente, desejava servir e pertencer. Escreveu-o com a firme convicção de estar a prestar um serviço. Ser os ouvidos, os olhos, o pensamento de Portugal. Ser a tela e, ao mesmo tempo, o pincel gravando palavras que, sendo suas, eram também de Portugal e, sendo de Portugal, não lhe pertenciam.
Isolou-se na sua Casa de Pascoaes contribuindo, ainda que inconscientemente, para que a generalidade da imprensa o fosse esquecendo, lenta, lentamente chegando quase ao silêncio. Pascoaes não era silêncio e a sua obra não era nem é silêncio. Pascoaes era os ouvidos de tudo e de todos e, na sua alma, faziam eco os gritos das multidões, que o atormentavam, pela ânsia que tinha em compreendê-los. Entregou-se de alma e corpo a Portugal, a Pátria das Pátrias, a alma Lusíada que quis que os portugueses percebessem e enaltecessem.
“Arte de Ser Português “ é o contributo maior no sentido de sensibilizar os portugueses a fazerem a Pátria que ele entendia fazer falta, alimentada pela esperança e pela lembrança, com os olhos expectantes num futuro, ressurgindo a personagem do português renascido
Pouco ou nada valeu tal esforço pois continua sem ser lido, afastado dos escaparates, votado a um silêncio doentio e aterrador.
Não vislumbro o dia em que Pascoaes e os Portugueses se reencontrem e, como irmãos, resolvam entreajudar-se e renascerem.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

HORA DO CONTO

No passado dia 5 de fevereiro,  pelo 3.º ano consecutivo, a USAF deu início à habitual  HORA DO CONTO, com a história do Sapatinho Vermelho, acompanhada com um grupo musical.
A primeira sessão decorreu no Centro Escolar de Varziela, destinada aos alunos dos primeiro e segundo anos. No presente ano lectivo, esta iniciativa prosseguirá nas seguintes escolas: Escola Sede de Felgueiras, Centro Escolar de Margaride,  Escolas de Lagares, em Santa Luzia e Agra. Estas actividades decorrerão até ao dia 19 de Março, abrangendo cerca de cerca de 500 crianças, distribuídas por escolas do 1.º ciclo e jardins de infância.


ANIVERSÁRIO DA USAF

No passado dia 4 de fevereiro, a USAF festejou o seu 12.º Aniversário. A cerimónia decorreu na sede  da USAF, com a presença dos alunos e diversos professores,  tendo o director pedagógico  António Gaspar Martins proferido algumas palavras de circunstância, alusivas ao evento.
Este convívio prosseguiu com um delicioso lanche, após se ter cantado o habitual Parabéns a Você e apagadas as 12 velas do bolo de aniversário.

VISITA CULTURAL

No passado dia 5 de fevereiro, pelas 8 horas, um grupo de alunos e professores da USAF deslocaram-se a Braga, a fim de visitar alguns monumentos históricos, nomeadamente: Mosteiro de S. Martinho de Tibães, Museu D. Diogo de Sousa, bem como a Sé de Braga.
No Mosteiro de Tibães, visitamos os locais mais importantes do antigo convento como : a Igreja, selas dos monges , antiga cozinha, antiga cavalariça,  biblioteca, jardins, etc . No final desta visita deslocamo-nos ao Museu D. Diogo de Sousa onde almoçamos. No final do almoço, visitamos o referido Museu de Arqueologia , cuja visita foi muita apreciada. 
Finalmente, já no centro da cidade, alguns alunos aproveitaram para uma ida à zona comercial, onde ainda tiveram oportunidade de adquirir alguns artigos em saldo. Outros deslocaram-se à Catedral ou Sé de Braga, ex-libris fundamental e paradigmático da História de Braga, que reúne os vários estilos arquitectónicos das diversas épocas que atravessou, desde a sua sagração, em 1093, até hoje.
Por volta das 17,30 regressamos ao autocarro com destino a Felgueiras onde chegamos alegres e felizes, por cerca das 18,30 h.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

PALESTRA NA USAF



No dia 17, pelas 14.30 horas, o Dr Fernando Alberto Torres Moreira, professor na UTAD, proferiu uma palestra na USAF, subordinada ao conceito de “crise” presente em muitos períodos da história de Portugal. Realçou o peso da Inquisição, introduzida a pedido de D. João III, numa lógica de poder marcado pelo conúbio entre a Monarquia e a Igreja e responsável pela difusão do medo. Esse medo a que nem a República nem o “25 de Abril” lograram pôr fim. Falou também das origens humildes do fado, uma criação dos últimos 150 anos.
José Leite 




quinta-feira, dezembro 27, 2012

ANIMAÇÃO DE LARES DE IDOSOS


Como é habitual, durante o mês de dezembro foram desenvolvidas várias atividades que, orientadas pela partilha de momentos de alegria e de encontros pessoais inspirados pela vivência do Natal, agradaram a todos:
- no dia 16, o Grupo de Cavaquinhos animou uma Festa de Natal para os idosos de Jugueiros;
- no dia 18, no Lar de Idosos de Santa Quitéria, apresentou-se a peça de teatro “Conto de Natal”, baseado no conto de Charles Dickens, e desenvolveu-se uma animação musical através da  Tuna da USAF;
- no dia 19, repetiu-se a apresentação da peça de teatro “Conto de Natal” e desenvolveu-se uma animação musical, através do Grupo de Cavaquinhos da USAF, no Lar de Idosos de Airães.






ENCONTRO DE FORMAÇÃO

No dia 12 de dezembro, os alunos da USAF participaram numa aula de teologia dinamizada pelo padre Abílio (pároco da Pedreira, de Airães e da Várzea), onde se abordou o tema do Natal e se refletiu sobre o Ano da Fé, que se iniciou em 11 de outubro passado e integra a comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II e dos 20 anos do Catecismo da Igreja Católica.










sábado, dezembro 22, 2012

Natal da dignidade humana

      Numa troca célebre de cartas entre o cardeal Carlo M. Martini e o agnóstico Umberto Eco, publicadas com o título "In cosa crede chi non crede?", U. Eco escreve: Mesmo que Cristo fosse apenas o tema de um grande conto, "o facto de esse conto ter podido ser imaginado e querido por bípedes implumes, que só sabem que não sabem, seria miraculoso (miraculosamente misterioso)". O Homem teve, a dada altura, "a força, religiosa, moral e poética, de conceber o modelo do Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida oferecida em holocausto pela salvação dos outros. Se fosse um viajante proveniente de galáxias longínquas e me encontrasse com uma espécie que soube propor-se este modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogónica, e julgaria esta espécie miserável e infame, que cometeu tantos horrores, redimida pelo simples facto de ter conseguido desejar e crer que tudo isto é a Verdade."
      Mas Jesus não é um simples conto ou um mito. Hoje, ninguém com honradez intelectual põe em dúvida a sua existência e há um acordo de base quanto a dados históricos fundamentais, como mostra Xabier Pikaza, na obra Quem Foi, Quem É Jesus Cristo?, que coordenei, e na qual especialistas de renome mundial tratam das perguntas essenciais sobre Jesus: uma biografia 'impossível' de Jesus, Jesus e a gnose, Jesus e Deus, Jesus e o dinheiro, Jesus e a política, Jesus e as mulheres, Jesus e as religiões, que quer dizer: "ressuscitar dos mortos"? Sintetizo X. Pikaza quanto ao consenso de base sobre "Jesus: quem foi, o que queria, que final?"
      1. Jesus foi um profeta escatológico, que anunciou e actuou na perspectiva da acção iminente de Deus, que iria transformar a ordem social e política do mundo. 
       2. Foi um sábio, perito em humanidade, contando histórias iluminantes para a condução da vida, para lá da banalidade do mundo e em ordem ao seu entendimento e transformação. 
      3. Foi um taumaturgo e um carismático. Tinha "poderes" especiais, com grande capacidade de influência. Colocou-se do lado dos oprimidos, com "sinais" a seu favor, preocupando-se com a saúde das pessoas, a sua libertação e autonomia pessoal. 
      4. Foi homem de mesa comum. Estava interessado na comunicação viva e fraterna entre todos, como mostram os banquetes com pecadores e excluídos, ultrapassando as divisões entre puros e impuros. 
      5. Criticou uma forma de família baseada só na genealogia, para procurar uma forma nova de comunhão e inter-relação entre todos: num momento de grande desestruturação social, apresentou-se como impulsiona- dor de um movimento messiânico, aberto a todos e integrando os diversos estratos da sociedade, especialmente os marginalizados. 
      6. Foi um comprometido radical, de tal modo que a sua proposta não foi aceite por muitos "bons" judeus do seu tempo. Rompeu com normas sacras aceites pela maioria religiosa e abriu-se aos marginalizados sociais, num momento de grande crise económica, cultural, social e familiar. A sua proposta tornou-se perigosa, originando um conflito com os defensores da ordem religiosa e os representantes de Roma. 
      7. Foi um pretendente messiânico, executado em Jerusalém. Foi um profeta, um sábio, um carismático, mas não apenas isso. Ele subiu a Jerusalém pela Páscoa do ano 30 como portador do Reino de Deus, ainda que se discutam as características da sua pretensão. Foi rejeitado pelas autoridades sacerdotais de Jerusalém e condenado à morte por Pôncio Pilatos como "rei dos judeus". 
      8. Depois da sua morte, o seu movimento profético-messiânico manteve-se e transformou-se. Muitos continuaram a acreditar nele, confessando que ele está vivo em Deus. Reflectindo sobre o modo como viveu, como agiu e se comportou, sobre a sua experiência de Deus, que proclamou, com palavras e obras, como amor incondicional, tiveram a experiência avassaladora de que ele não morreu para o nada, mas para o interior da Vida plena de Deus. É o Vivente em Deus.
      Afinal, o Natal verdadeiro é o Natal da dignidade humana. Como dizia o filósofo ateu Ernst Bloch, foi com Jesus que sabemos que nenhum ser humano pode ser tratado como "gado". Já Hegel tinha escrito também que por ele sabemos da dignidade divina do ser humano. Bom Natal!
                                      ANSELMO BORGESin Diário de Notícias, 22-12-2012

quinta-feira, novembro 22, 2012

EXPOSIÇÃO DE PINTURA


A USAF, Universidade Sénior  e do Autodidata de Felgueiras, enquanto entidade promotora da divulgação do conhecimento científico, artístico e cultural não só junto dos seus  elementos mas também perante a população em geral, propõe-se levar a cabo uma exposição de pintura traduzida num conjunto de obras da autoria de pintores amadores do concelho de Felgueiras.
Esta exposição, para poder ser vista e apreciada pelo maior número possível de pessoas, sem demasiado esforço, será dispersa por vários locais de fácil acesso e boa visibilidade. A permanência de cada conjunto de obras, em cada local, será de dois ou três dias e feita rotativamente para permitir que a coleção possa ser  exibida, integralmente, em todos os locais.
Os locais de exibição foram já selecionados e solicitada a sua utilização, aguardando-se a confirmação da sua disponibilidade para posterior divulgação.
A calendarização do evento não tem ainda timing definido mas serão envidados esforços para que possa ter lugar na quadra natalícia e ano novo.
A Comissão Organizadora deste evento dirigiu já convites a alguns pintores amadores que se prontificaram a contribuir com a cedência de algumas das suas obras. Todavia, para que a iniciativa possa evidenciar uma maior representatividade da pintura amadora felgueirense e simultaneamente, promover a sua divulgação, a Comissão aproveita esta oportunidade para dirigir um convite aos artistas amadores que estejam dispostos a honrarem-nos com a sua presença o favor de contactar:
-João Vieira- telemóvel  965000770
-Octávio Pereira- telemóvel 966050180

                                                                          O Comissário da Exposição
                                                                              Dr João Vieira

terça-feira, novembro 20, 2012

USAF FOI À FEIRA DA CASTANHA


No passado dia 11 de novembro, dia de S. Martinho,  pelas 8 horas, um grupo de alunos e professores da USAF, dirigiu-se a Carrazedo de Montenegro, para visitar a Feira Anual da Castanha.
O grupo passou pela cidade de Vila Real, onde efetuou uma breve visita à  cidade e onde saboreou  alguns doces regionais.  De seguida,  dirigiu-se  ao Palácio de Mateus, visitando os seus jardins, bem como o interior, com guia local.
Pela  12 horas,  todos rumaram ao restaurante “ Estalagem do Paço”,  para um muito agradável almoço. Se o dia estava lindo, com muito sol, ainda melhor ficou.
Após o delicioso almoço, o grupo dirigiu-se à feira da castanha, que todos  apreciaram , tendo comprado alguns produtos regionais, especialmente castanhas.

No  final, o grupo , todos  bem  dispostos, regressaram a Felgueiras, entoando canções populares ,durante a viagem. 

quinta-feira, novembro 08, 2012

USAF ANIMA "SEMANA+SÉNIOR"




O  Município  de  Felgueiras, no âmbito da comemoração  do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, organizou um  evento designado  “ Semana + Sénior”, que decorreu na Casa das Artes, nos dias 28 a 31 de Outubro. Decorreram várias atividades dirigidas  em especial aos idosos, das quais fez  parte um Congressso dedicado ao tema  “Envelhecimento Ativo:  Agir no Presente a Pensar no Futuro”.
A convite da Câmara Municipal, a USAF participou na animação do evento no passado dia 29 de outubro com a atuação do grupo de cavaquinhos  que foi muito apreciado.


De outubro é a “Semana
+ Sénior” em Felgueiras,
Iniciativa da Câmara.

Recebeu convite e USAF,
Feito p’la organização,
P’ra no dia vinte e nove
Fazer uma atuação.

Ao Grupo de Cavaquinhos
Coube a honra de subir
Ao palco e, garbosamente,
Seu repertório exibir.

Após um lindo poema
De António Gedeão,
Com meia hora de atraso
Tem início a audição.

O apresentador do Grupo
Usa, antes de começar,
Da palavra e aproveita
P’ra um desafio lançar.

A música que tocamos
É popular portuguesa,
Por isso todo o auditório
A conhece com certeza.

Qu´remos que cantem connosco,
Aqueles que tenham jeito,
E que todos batam palmas,
Marcando o ritmo a preceito.

Também o apresentador
Prometeu e se cumpriu:
Durante todo o espetáculo
Nenhum sénior dormiu!

Vinte e seis a trinta e um
É que p’ra além do interesse
Que o cavaquinho granjeia,
Há quatro amplificadores
A atordoar a plateia…!

Os instrumentos da orquestra
Dão, assim, um som estridente…
E há vozes que até parecem
Furar o tímpano à gente!

Pediram quinze minutos,
Mas levam com meia hora,
Que os cavaquinhos da USAF
Não têm pressa de ir embora!

Parece, até, que o programa
Não foi antes combinado…,
São tantas vezes que o chefe
Ao “speaker” vai dar recado…!

O Presidente agradece
P’la disponibilidade
De terem vindo tocar
P’ra os Lares da Terceira Idade.

E assim termina o espetáculo,
Feito com grande pujança,
P’ra a seguir a GNR
Vir falar de segurança.

Fernando Machado



segunda-feira, novembro 05, 2012

ABERTURA SOLENE


O dezanove de outubro
Foi p’ra a USAF especial,
Pois fez do ano letivo
Abertura oficial.

Como já vem sendo hábito,
É nos Paços do Concelho
Que tem lugar a sessão,
Um ato importante e belo.

Com o aproximar da hora
Começa a juntar-se gente,
Em amena cavaqueira,
À espera p’lo Presidente.

Já chegou o orador
Principal desta sessão…
E os que “botam faladura”,
Também todos ali estão.

E um quarto de hora depois
Falta ainda o Presidente
Que está retido algures,
Ou a tratar de algo urgente.

Decidiu o Diretor
Executivo da USAF,
Para entreter os presentes,
Mandar que a tuna atuasse.

Um, dois, três…, de “Clavelitos”
P’ra “Aquela Janela”, a tuna
Aterra em “O Sole Mio”,
Criteriosa, oportuna…!

E com três peças apenas,
A tuna faz digressão
Por três países latinos
E termina a atuação.

P’ra presidir à sessão,
O Diretor vai chamando
Alguns dos VIP’s da sala
Que à mesa se vão sentando.

O Governador Rotário
É quem preside a esta mesa;
A seu lado o Presidente
E o orador, sem surpresa.

Aos lado destes, também,
Vice Rotário de Braga
E Diretor Pedagógico
Da USAF, cá casa…

O presidente da mesa,
P’ra a saudação à bandeira,
Pede a três VIP’s que vão
Perfilar-se à sua beira.

As bandeiras dos Rotários,
Da USAF e do Município,
Antes de entrar na palestra,
São saudadas no início.

Após este importante ato
Que as atenções desperta,
O presidente da mesa
Dá a sessão por aberta.

Usa em primeiro a palavra
Diretor Executivo
P’ra dizer, mais uma vez,
Tudo o que já havia dito:

Entre cada aula há
Merecido intervalo;
Alunos e professores…,
Ninguém pode dispensá-lo.

Suas recomendações
Vão sendo, assim, publicadas…
E o Diretor Pedagógico
Diz também umas palavras.

Pergunta e logo responde,
Com redobrados primores:
Que são Universidades,
Como a nossa, Seniores?

Quem esteve atento ouviu,
Como eu ouvi, a resposta;
Quem dormiu não terá ouvido,
Mas teve aquilo que gosta!

Consome largos minutos
A apresentar o orador
Que da Universidade
De Évora já foi Reitor…

Este como já comeu
Em casa do Diretor
Executivo um caldinho,
Começa a todo o vapor!

Toda agente está à espera
Que fale de Leonardo
Coimbra, pois para isso
Foi p’la USAF convidado.

Mas agarra-se ao Coménio
E à sua “Magna Didática”
E leva uma eternidade
A fazer a sua prática.

Com simpatia promove
O Diretor Pedagógico,
Da USAF, dizendo que é
Diretor Antropagógico!

De Leonardo só fala
P’ra dizer, com ironia,
Que é de Borba de Godim,
Da Lixa uma freguesia!

O “chefe dos estudantes”
Dá conta, empolgado, à sala
De todos passos que a USAF
Deu na época passada.

Como forma de homenagem,
Proclama o nome, um por um,
De todos os professores,
Sem se esquecer de nenhum.

Os elementos da mesa
Usam todos da palavra;
Todos dizem maravilhas…
E, assim, a sessão acaba.

Chega a hora da romagem,
De carro, arado, ou a pé…
Quem se inscreveu p’ra o jantar
Dirige-se ao São José.

As ordens do Diretor,
É norma, não é surpresa,
São que cada um pague o seu
Antes de sentar-se à mesa!

Os lugares não são marcados,
Cada um senta onde quer…,
Menos na mesa do meio,
Pois aí não pode ser.

Foi reservada essa mesa
P’ra os professores da USAF,
Para que o conferencista
A “aula” continuasse.

A mesa ficou pequena
E houve um ou outro docente
Que perdeu o resto da aula,
No meio da outra gente…

Quem se inscreveu e não veio,
A conta tem que pagar;
P’ra outra vez pensa melhor
As decisões que tomar!

O Grupo de Cavaquinhos
Que não coube no Auditório
É, finalmente, chamado
A exibir seu repertório.

Tudo o que começa acaba,
É a lei da vida, é assim…
Vai cada um p’ra seu lado,
Porque a festa está no fim!

A reportagem completa
Do evento desta importância
Saiu no Jornal da Lixa,
Com pompa e com circunstância!

Ou foi falha dos repórteres,
Ou do Jornal, desta vez…
Alguém não deu atenção
À aula de português…!

O Diretor Pedagógico
E mais o conferencista
Pediram, com muito ênfase,
Que neste erro não se insista!

Ainda, por cima, entre aspas,
Dos “Séniores” se fala…,
Mas correto é “Seniores”,
Se insistiu naquela sala!

 Fernando Machado 









No passado dia 19 de Outubro, decorreu no auditório das Câmara Municipal de Felgueiras, a abertura  solene do ano letivo da Universidade Sénior de Felgueiras.
A mesa  da sessão foi constituída pelo  presidente do Rotary Club de Felgueiras  prof. José Cruz;  Past-Governador do  Rotary António Madeira , em representação da Governadora do Distrito 1970, Teresinha Fraga;  Presidente da Câmara Municial, dr. Inácio Ribeiro;  diretor padagógico da USAF,  prof. António Gaspar Martins e o convidado palestrante professor doutor Manuel Ferreira Patrício.
A conferência  versou sobre a obra de João Amós Coménio,  mais precisamente sobre a Didática Magna e Pampaedeia.  O palestrante fez também uma breve alusão ao período  renascentista , cujo centenário se   comemora , e  no qual se incluem pensadores  como Teixeira de Pascoaes e Leonardo Coimbra.
A  sessão  solene foi  aberta com a atuação da Tuna da USAF.
Finalmente, foi servido num restaurante local,  um jantar-convívio que encerrou com a atuação do grupo de cavaquinhos da USAF.

quinta-feira, outubro 25, 2012

A USAF FOI À ÓPERA

No passado dia 13 de Outubro um grupo de professores e alunos da USAF deslocaram-se à Casa das Artes   de Felgueiras, para assistir à peça de Ópera Carmina Burana, de Carl Orff, representada pelo Círculo Portuense de Ópera.

Este espetáculo, que foi do agrado de todos os presentes e, por isso, muito aplaudido, inseriu- se na comemoração do Dia do Foral de Felgueiras.